Foto: Divulgação/PMS

As obras do Parque Palafitas seguem em ritmo acelerado. A partir da próxima semana, começam os serviços de gesso e contrapiso de nivelamento nos apartamentos do maior prédio do conjunto habitacional. A estrutura, com quatro andares (térreo e três pavimentos), vai abrigar 16 famílias. Portanto, os trabalhos preparam o assoalho para receber os revestimentos cerâmicos.

Outros dois prédios também avançam. Um deles, com três andares (térreo mais dois), já está recebendo as divisões internas. Ademais, o outro, com dois pavimentos (térreo e um andar), está na fase de cobertura.

Ainda será erguido um quarto edifício com térreo e um andar. O Parque Palafitas está sendo desenvolvido pela Prefeitura em uma área de 4 mil metros quadrados. O projeto é considerado um dos maiores empreendimentos de urbanização do país voltado à revitalização de comunidades sobre áreas de mangue.

Estrutura do projeto

O conjunto contará com quatro blocos de apartamentos (44 unidades) e dois de casas térreas (16 unidades), totalizando 60 moradias. As construções utilizam soluções pré-fabricadas e sustentáveis, com infraestrutura completa, áreas de lazer, espaços comerciais e regeneração ambiental do mangue.

“O projeto integra as três dimensões da sustentabilidade: social, com moradias dignas; econômica, com espaços para comércio; e ambiental, ao recuperar o ecossistema do mangue”, afirma o prefeito Rogério Santos.

Porém, no fim de agosto, o telhado do prédio de quatro andares foi içado. Entretanto, a estrutura de aproximadamente sete toneladas foi instalada em cerca de uma hora. Nesta semana, os 16 apartamentos começaram a receber instalações elétricas e hidráulicas nas cozinhas, banheiros e lavanderias.

Método construtivo

As moradias são construídas sobre lajes pré-moldadas, apoiadas por estacas cravadas a até 35 metros de profundidade. Porém, esse sistema é semelhante ao usado em terminais portuários e garante estabilidade sobre o solo alagadiço do mangue.

Cada laje de apoio serve de base para diferentes tipos de edificações:

  • Laje 1 (674m²): prédio com térreo e um andar (8 apartamentos) e sede da associação de moradores

  • Laje 2 (260m²): prédio de quatro andares com 16 apartamentos

  • Laje 3 (260m²): prédio de três andares com 12 apartamentos

  • Lajes 4 e 6 (521m² e 595m²): dois blocos com 8 casas térreas cada, sendo quatro delas adaptadas para pessoas com deficiência

  • Laje 5 (244m²): prédio com dois andares

  • Laje 7 (600m²): espaço comercial com dois edifícios em formato de “L”

O conjunto ainda contará com um píer flutuante de dois módulos, nos moldes do instalado na Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia.

Moradias e espaços comuns

Cada apartamento terá 41,69m², com sala, dois quartos, cozinha conjugada com lavanderia, banheiro e circulação. Já as casas terão 48,06m², com sala de estar e jantar integradas, dois quartos, cozinha, lavanderia, banheiro e varanda.

As moradias utilizam painéis de madeira laminada, solução que respeita o estilo construtivo tradicional da comunidade. O projeto inclui ainda dois prédios comerciais, com sete salas no total, além da sede da associação de moradores.

Ademais, foram removidas apenas as moradias mais vulneráveis próximas à água, o que permitiu abrir espaços de lazer e ampliar a regeneração do mangue.

Investimento e prazos

As fundações e a superestrutura estão sob responsabilidade da TMK Engenharia S.A., com investimento de R$ 16,5 milhões, sendo R$ 12,3 milhões do Governo do Estado. O prazo contratual termina em outubro.

Contudo, a construção das 60 unidades habitacionais pré-fabricadas está a cargo da Tecverde Engenharia S.A., com orçamento de R$ 12,6 milhões. O contrato segue até fevereiro.

Além disso, o projeto atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco em infraestrutura inovadora, redução das desigualdades e cidades sustentáveis.

Redação Fatos Fontes

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