Foto: Banco de Imagens Freepik

O nome de uma marca é muito mais do que uma identidade visual.

Desse modo, para o advogado Cesar Capitani, especialista em reconhecimento de marcas, ele funciona como um verdadeiro cartão de visitas. “O nome da marca é a primeira coisa que o consumidor percebe, e isso pode fazer toda a diferença. Um nome bem pensado, forte e fácil de lembrar ajuda as pessoas a reconhecerem a marca na hora e cria aquela sensação de confiança.

Quando o nome ‘conversa’ com o público e transmite os valores da empresa, ele se torna quase irresistível na hora da compra”, afirma.

 

Como o neuromarketing pode ajudar

Além disso, segundo Capitani, o neuromarketing pode ser um grande aliado nesse processo. “Ele atua como um ‘detetive’ que estuda o que se passa na cabeça das pessoas quando elas ouvem um nome.

Nomes mais curtos, fáceis de pronunciar e com sons agradáveis ficam gravados na memória. É uma forma de descobrir o que realmente chama a atenção e emociona o consumidor, ajudando empresas a escolher nomes que conectam de verdade com o público”, explica.

 

Erros comuns na criação de nomes

No entanto, criar um nome sem considerar a proteção jurídica pode gerar problemas sérios.

Entre os erros mais comuns, Capitani cita: escolher nomes genéricos ou descritivos que não podem ser registrados; não checar se o nome já foi usado por outra empresa; achar que pequenas alterações em nomes de concorrentes garantem registro; e usar nomes que violem direitos autorais ou a lei de propriedade industrial.

“Esses descuidos podem custar caro, tanto em dinheiro quanto na reputação da empresa”, alerta.

 

Impactos legais e na imagem da marca

Um exemplo claro do impacto legal e de imagem é quando marcas semelhantes entram em conflito. “Imagine que uma empresa lança uma marca de roupas chamada ‘Luxxo’, mas descobre que já existe uma marca chamada ‘Luxo’ no mesmo setor.

Isso pode acabar em processo judicial, obrigando a empresa a mudar o nome. Além do prejuízo financeiro, os clientes podem se sentir confusos ou até desconfiados, achando que se trata de uma falsificação. Se o nome for ofensivo ou estranho, o risco de afastar o público é ainda maior”, completa.

 

Registro de marca e confiança do consumidor

O registro de marca é a ferramenta que garante exclusividade e fortalece a confiança do consumidor. “Com a marca registrada, ninguém mais pode usar o mesmo nome no mesmo segmento, evitando confusões.

Por exemplo, se você gosta de um restaurante chamado ‘Sabor Caseiro’ e outra empresa abre com o mesmo nome oferecendo um serviço ruim, isso gera dúvidas.

O registro garante que o consumidor saiba que está escolhendo o original, transmitindo segurança e confiabilidade”, explica Capitani.

 

Exemplos positivos e negativos de nomes de marca

Ele também cita exemplos de nomes que tiveram recepção positiva ou negativa do público. “Google é um nome curto, simples e criativo que remete a infinitas possibilidades, inspirado no termo matemático ‘googol’.

Uber é fácil de lembrar e transmite modernidade e excelência. No caso da Coca-Cola Black e da Pepsi A.M., trata-se de produtos que não foram bem-sucedidos porque o consumidor não recebeu bem a proposta das marcas”, comenta.

 

Criatividade com responsabilidade legal

Para equilibrar criatividade e legalidade, Capitani recomenda: “Não há limites para a criatividade. Você pode combinar palavras, inventar termos totalmente novos ou simplificar palavras existentes, como ‘Natura’.

O importante é, após criar uma lista, checar as possibilidades legais de registro para garantir exclusividade”.

 

Dicas práticas para empreendedores

Por fim, o especialista dá orientações práticas para empreendedores: “Use brainstorming, combine palavras ou invente termos. Verifique se o nome já está sendo usado, pense no longo prazo e escolha algo simples de lembrar, pronunciar e escrever. Isso aumenta as chances de sucesso e evita dores de cabeça legais”.

Vinícius Dantas

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