Foto: Raimundo Rosa/PMS

Nesta terça-feira (21), o Grupo de Informação, Educação e Comunicação levou o Projeto Feira Livre ao bairro Marapé, em Santos. A ação teve como foco orientar a população sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Durante a atividade, agentes de saúde entregaram panfletos informativos, responderam dúvidas e reforçaram a importância da limpeza de objetos que podem acumular água em casa. Segundo o agente Vinícius Câmara, feiras são locais estratégicos para alcançar o público. “Conseguimos conversar com donas de casa, pessoas de férias ou de folga. É uma excelente oportunidade para conscientizar a população”, destacou.

Monitoramento semanal aponta risco no Marapé

A escolha do local não foi por acaso. Duas armadilhas instaladas na região capturaram fêmeas do mosquito na última semana, o que indica a presença ativa do vetor. O mapa completo com os dados atualizados pode ser acessado em: https://mi2.miaedes.com.br.

Medidas preventivas seguem em toda a cidade

A Prefeitura de Santos mantém uma força-tarefa durante todo o ano para combater o mosquito. Entre as ações, estão:

  • Brigadas escolares em unidades municipais e estaduais;

  • Visitas casa a casa para eliminar criadouros;

  • Mutirões semanais em bairros diferentes;

  • Monitoramento de pontos estratégicos, como oficinas, borracharias e ferros-velhos;

  • Nebulização com inseticidas em áreas com casos confirmados;

  • Uso de armadilhas inteligentes para medir o índice de infestação;

  • Ações educativas em escolas, ruas e empresas;

  • Fiscalização com drones em locais de difícil acesso;

  • Atendimento a denúncias pelo telefone 162 ou site da Ouvidoria Municipal.

Dicas importantes para evitar focos do mosquito

  • Ralos: limpe duas vezes por semana com sal grosso ou água sanitária. Use escova com sabão para remover sujeiras invisíveis.

  • Plantas: evite usar pratinhos ou mantenha-os sempre limpos e secos.

  • Objetos no quintal: pneus, garrafas e recipientes devem ficar cobertos ou armazenados de forma que não acumulem água.

“As pessoas relaxaram depois da pandemia”, diz moradora

Para a aposentada Vera Deize Ribella, de 73 anos, parte da população ainda não leva a prevenção a sério. “Vejo vizinhas que deixam vasilhas com água nas lajes. Isso é um risco enorme. Muita gente acha que não vai acontecer com elas”, alertou.

Redação Fatos Fontes

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