A primavera chuvosa e a proximidade do verão aumentam o risco de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya. Por isso, a Secretaria de Saúde de Santos intensificou as ações preventivas. Na quarta-feira (5), o Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) realizou o 37º Mutirão de Combate ao Aedes aegypti, no bairro Marapé, com visitas a 1.470 imóveis.
Durante a ação, as equipes eliminaram 23 focos com larvas do inseto. Por ser um bairro extenso, o mutirão será dividido em duas etapas. A segunda fase ocorrerá na próxima quarta-feira (12), abrangendo novas áreas do Marapé.
A chefe de atividades técnicas do CCZV, Ana Paula Favoreto, destacou a importância do trabalho antes da elevação das temperaturas.
“Os índices de mosquitos ainda estão baixos, mas o cenário muda rapidamente com o calor e a chuva. É o momento de reforçar os cuidados e eliminar qualquer ponto de água parada”, afirmou.
Nos bairros com casas e quintais amplos, o risco de criadouros aumenta. Objetos esquecidos, baldes e materiais acumulados podem armazenar água e atrair o mosquito.
Recusas preocupam agentes
Em 2025, o CCZV já registrou 2.427 recusas de entrada em imóveis durante as visitas. Os agentes não aplicam multas, mas atuam com foco na orientação e conscientização.
A moradora Vilma Nunes, aposentada, reforçou a importância da colaboração.
“Se existe criadouro em um imóvel, ele coloca toda a vizinhança em risco. A Prefeitura precisa ter acesso para agir”, disse.
Balanço das ações
Desde o início do ano, os mutirões eliminaram 1.782 focos com larvas e registraram 2.427 recusas. Mesmo com o trabalho constante, Santos soma 4.556 casos de dengue e 391 de chikungunya em 2025, além de cinco mortes confirmadas.
Vacinação segue disponível
A vacinação contra a dengue segue ativa para crianças e jovens de 10 a 14 anos. O esquema vacinal inclui duas doses, com intervalo de 90 dias. As aplicações ocorrem nas policlínicas, de segunda a sexta, das 9h às 16h, e também aos sábados em unidades divulgadas pelos canais oficiais da Prefeitura.
Ações permanentes de combate
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Casa a Casa: visitas de rotina a imóveis.
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Mutirões semanais: varredura intensiva por bairros.
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Nebulização: aplicação de inseticida em áreas com casos confirmados.
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Armadilhas: 481 pontos monitorados semanalmente em toda a cidade.
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Atividades educativas: campanhas em escolas, empresas e ruas.
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Drones e brigadas escolares: monitoramento de locais de difícil acesso e formação de equipes contra o mosquito.
Denúncias sobre possíveis criadouros podem ser feitas na Ouvidoria Municipal, pelo telefone 162 ou pelo site oficial da Prefeitura de Santos.

