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O Dia do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro, evidencia o avanço constante das mulheres no comando de franquias no Brasil. Em 2024, elas passaram a ocupar 29% dos cargos de liderança no setor, dez pontos percentuais acima do registrado em 2015. Nas franqueadoras, a presença feminina cresceu de 46% para 57%, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A sócia da área de Franquias e Resolução de Disputas da Ambiel Bonilha Advogados, Daniella Spach Rocha Barbosa, avalia que esse crescimento rompe padrões históricos de liderança predominantemente masculina. Ela destaca que o modelo de franquias atrai as empreendedoras por entregar segurança, previsibilidade e a chance de replicar operações já consolidadas.

Segundo a advogada, muitas mulheres também utilizam o franchising para dar escala a negócios autorais. “O sistema combina com o perfil multitarefas das empreendedoras, que conciliam casa, filhos e gestão do negócio”, afirma.

Gestão ativa e análise jurídica definem a sustentabilidade do negócio

As especialistas reforçam que a franqueada precisa enxergar a unidade como um negócio próprio. A marca oferece estrutura e padronização, mas o desempenho depende da gestão diária. “A mesma franquia prospera em um endereço e enfrenta dificuldades em outro porque a dedicação da gestora muda o resultado”, observa Spach.

Ela recomenda que as empreendedoras avaliem com atenção a Circular de Oferta de Franquia (COF) e o contrato. Números, projeções e exigências operacionais devem ficar claros antes da assinatura. O suporte jurídico especializado evita surpresas e reduz conflitos futuros. “Muitos franqueados só procuram ajuda quando o relacionamento já deteriorou, o que reduz as opções de solução”, alerta.

As franqueadoras também têm responsabilidades. A seleção criteriosa de candidatas, o acompanhamento jurídico contínuo e o diálogo transparente mantêm o equilíbrio entre as partes e fortalecem a identidade da marca.

Evolução das franquias no Brasil

O franchising desembarcou no Brasil nos anos 1950 com marcas estrangeiras dos segmentos de alimentação e beleza. O modelo se consolidou nos anos 1980 com redes nacionais estruturadas, como O Boticário e CCAA. A criação da Lei de Franquias, em 1994, impulsionou o setor e garantiu segurança jurídica para investidores e marcas.

Desde então, o franchising brasileiro se tornou referência mundial, com atuação em praticamente todos os setores da economia e faturamento anual superior a R$ 280 bilhões.

A expansão da liderança feminina acompanha essa trajetória sólida e reforça a importância de análises jurídicas criteriosas para garantir crescimento sustentável, segurança contratual e longevidade dos negócios.

Redação Fatos Fontes

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