Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino confirmou, neste domingo (23), a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela afirmou que os policiais cumpriram o mandado sem irregularidades.

Bolsonaro disse na audiência que mexeu na tornozeleira eletrônica. Ele relatou que passou por um episódio de paranoia devido à combinação de medicamentos receitados por diferentes médicos. Segundo ele, essa interação provocou a atitude que acionou o alerta. O ex-presidente também afirmou que não tentou fugir e que o equipamento não chegou a romper.

Ele comentou ainda a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Bolsonaro afirmou que o ato acontece a cerca de 700 metros de sua casa e não cria qualquer condição para fuga.

O STF determinou que a defesa entregue uma nova manifestação sobre a tentativa de violação da tornozeleira ainda neste domingo. A Corte avalia nesta segunda-feira (24) a decisão que colocou Bolsonaro em prisão preventiva. O ministro Flávio Dino convocou uma sessão virtual extraordinária da Primeira Turma para analisar o caso.

Prisão preventiva

A Polícia Federal prendeu Bolsonaro neste sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes. O ministro citou risco de fuga ao mencionar a tentativa de abrir a tornozeleira e a vigília convocada perto da casa do ex-presidente.

Na sexta-feira (21), Bolsonaro usou uma solda para tentar abrir o equipamento. O ato gerou alerta imediato para a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, responsável pelo monitoramento. No mesmo dia, a defesa pediu prisão domiciliar humanitária, e o STF rejeitou o pedido.

Condenação e próximos passos

Bolsonaro cumpre condenação de 27 anos e três meses no processo da trama golpista. Ele e os demais réus aguardam a execução das penas. Na última semana, a Primeira Turma do STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pelo ex-presidente e por outros seis condenados.

As defesas entregam hoje os últimos recursos. Se o STF rejeitar essas manifestações, as prisões serão executadas nas próximas semanas.

Redação Fatos Fontes

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