Foto: Francisco Arrais/PMS

Santos realizou, nesta quarta-feira (3), a segunda etapa do Mutirão de Combate ao Aedes aegypti no bairro Campo Grande. Os agentes visitaram 1.710 imóveis e eliminaram 45 focos com larvas.

Ana Paula Favoretto, chefe de atividades técnicas do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), destacou que, com a proximidade do fim de ano, a circulação de pessoas e turistas aumenta e a conscientização precisa continuar firme.

“Com mais pessoas nas ruas, os cuidados devem dobrar. Nosso objetivo é sensibilizar a população para que mantenha o ambiente e a casa limpos. O mosquito se reproduz durante a semana, então todos devem dedicar 10 minutos semanais para eliminar possíveis criadouros”, afirmou Ana Paula.

Em 206 imóveis, os agentes tiveram a entrada recusada. Ana Paula reforçou que, ao receber os profissionais, os moradores aprendem sobre o combate ao mosquito e modificam comportamentos que previnem doenças.

Liberte Furtado, morador de um imóvel visitado, comentou: “A dengue é um problema crítico de saúde. A presença dos agentes mostra o cuidado da Prefeitura. Muitas pessoas não imaginam que o mosquito pode se reproduzir dentro de casa”.

Balanço anual

Os 41 mutirões realizados em 2025 eliminaram 1.918 focos com larvas e registraram 2.931 recusas de entrada. A cidade contabiliza 4.675 casos de dengue, com cinco mortes, e 400 casos de chikungunya.

Vacinação

A Prefeitura aplica a vacina contra a dengue em crianças e jovens de 10 a 14 anos. O esquema requer duas doses, com a segunda aplicação 90 dias após a primeira. As doses estão disponíveis nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

Estratégias permanentes de combate

  • Casa a Casa: visitas de rotina aos imóveis.

  • Mutirões: varreduras semanais por bairros.

  • Visitas a imóveis especiais e pontos estratégicos: escolas, hotéis, shoppings e locais com maior risco de criadouros.

  • Nebulização: inseticida aplicado no entorno de residências com casos ativos.

  • Armadilhas: 481 armadilhas monitoradas semanalmente para medir a infestação do mosquito.

  • Acompanhamento epidemiológico: investigação de todos os casos notificados.

  • Atividades educativas: palestras, pedágios e eventos para conscientização.

  • Monitoramento com drones: em áreas de difícil acesso.

  • Brigadas escolares: equipes formadas em escolas municipais e estaduais.

  • Atendimento a denúncias: via Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou pelo site SOM Web.

Redação Fatos Fontes

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