O projeto Mães da Esperança reuniu mães atípicas em uma roda de conversa na Casa da Mulher, na Vila Mathias. O encontro fez parte das ações pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos e abriu espaço para diálogo, acolhimento e construção de apoio mútuo.
A fotógrafa Caroline Pierre, idealizadora do projeto, conduziu a atividade ao lado da psicóloga Fabiana Benedicto de Abreu. Caroline contou sua experiência como mãe da Lia, de cinco anos, que tem hidrocefalia. Ela explicou que criou o projeto em 2023, após conhecer outras mães em situações semelhantes durante o tratamento da filha. Esse contato inspirou registros fotográficos que hoje compõem uma exposição no Paço Municipal.
Fabiana destacou que a roda de conversa promove autocuidado e escuta ativa. Ela lembrou que as mães vivem rotinas intensas e precisam de espaços seguros para compartilhar suas histórias.
Trocas revelam desafios e força das mães
Os relatos mostraram o impacto do diagnóstico, mas também evidenciaram coragem, amor e esperança.
Cristiane Zamari, da Coordenadoria de Defesa de Política para Pessoa com Deficiência da Prefeitura, falou sobre seu caminho com o filho Bernardo, de 20 anos, que nasceu com síndrome de Down. Ela buscou informação, apoio e se engajou cedo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
Fabíola Faro, aposentada, adotou Pedro, de oito anos, em um lar de crianças com paralisia cerebral. Ela afirmou que escolheu ser mãe atípica e que essa decisão transformou sua vida.
A advogada Patrícia Gonzaga Cesar, mãe do Bento, de seis anos, contou que encontra apoio em grupos de Whatsapp. Ela lamentou a ausência de suporte familiar e disse que a roda de conversa cria novas possibilidades de vínculo.
A educadora Ana Rosa Soares Moraes, que forma professores da rede municipal, também participou da roda. Ela disse que aprende muito ao ouvir as histórias das mães e que esse aprendizado fortalece sua prática em sala de aula.
Exposição segue aberta no Paço Municipal
A exposição Mães da Esperança, com fotos de Caroline Pierre, fica aberta até segunda-feira (15), no Paço Municipal, na Praça Mauá. A mostra convida o público a refletir sobre inclusão, empatia e transformação social.
As ações da semana do Dia dos Direitos Humanos são coordenadas pela Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher).

