Foto: Reprodução/X

Representantes da China e da Rússia pediram nesta segunda-feira (5) a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O pedido ocorreu durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada após a captura do casal.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, afirmou que o governo chinês recebeu a ação militar com choque e condenou o que classificou como atos ilegais dos Estados Unidos. Segundo ele, Washington desrespeitou a soberania da Venezuela e ignorou princípios básicos do direito internacional, como a não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força.

Fu Cong destacou que, como membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos deveriam atuar para preservar a estabilidade internacional. O diplomata reforçou que a ação norte-americana agravou tensões e gerou preocupação na comunidade internacional.

O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, também condenou a operação que resultou na captura de Maduro. Ele afirmou que a ação não tem justificativa legal e violou normas internacionais. Nebenzya pediu a libertação imediata do presidente venezuelano e de sua esposa e reconheceu Maduro como o presidente legítimo da Venezuela.

O diplomata russo defendeu a união da comunidade internacional contra o que chamou de métodos norte-americanos de uso da força. Para ele, o caso venezuelano exemplifica uma prática recorrente de pressão militar e política.

Nesta segunda-feira, autoridades norte-americanas levaram Nicolás Maduro e Cilia Flores ao Tribunal Federal de Nova York para uma audiência de custódia. A Justiça dos Estados Unidos informou que notificará o casal oficialmente sobre as acusações. As autoridades mantêm os dois em um presídio federal no bairro do Brooklyn, em Nova York.

Redação Fatos Fontes

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