Foto: Raimundo Rosa/PMS

A Secretaria de Saúde de Santos iniciou nesta segunda-feira (5), por meio do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), a primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. A iniciativa busca prevenir novos casos de dengue, chikungunya e outras arboviroses, além de identificar áreas com maior risco de infestação do Aedes aegypti.

A ação segue até o dia 20 de janeiro e envolve a vistoria de aproximadamente 600 imóveis em diversos bairros da Cidade. O sistema utilizado pela Secretaria define os locais a partir dos dados coletados pelos agentes de combate às endemias.

O bairro do Gonzaga abriu o cronograma por ter registrado, na última avaliação de 2025, o maior índice de larvas. Segundo a chefe dos agentes de combate às endemias, Ana Paula Favoreto, o fator turístico também influencia a escolha. “Durante a temporada, o aumento da população gera mais descarte de materiais e amplia o risco de criadouros. Em imóveis de temporada, muitas pessoas esquecem de tampar ralos e vasos sanitários ao sair”, explicou.

Para o síndico Jorge Magela, que acompanhou uma das vistorias, a prevenção precisa ocorrer durante todo o ano. “A dengue traz consequências graves. No condomínio, mantemos ralos telados e fazemos limpeza semanal com cloro. Muitos moradores são idosos, então não podemos correr riscos. Também cuidamos de áreas internas, como a bandeja da geladeira, e vistoriamos imóveis fechados”, afirmou.

Indicador de infestação

Após a coleta das amostras, a equipe calcula o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis vistoriados com a quantidade de focos de larvas encontrados. O indicador mede o nível de infestação do mosquito em cada região.

O Ministério da Saúde considera ideal um IB igual ou inferior a 1. Índices entre 1 e 3,9 indicam situação de alerta, enquanto valores acima de 4 apontam risco de surto. A avaliação ocorre a cada quatro meses, sempre em janeiro, abril, julho e outubro. Em janeiro de 2025, Santos registrou IB de 3,4, classificado como estado de alerta. Em abril de 2024, o índice foi de 3,3.

Balanço de 2025

Ao longo de 2025, a Cidade realizou 42 mutirões de combate ao mosquito, que eliminaram 1.969 focos com larvas. Os agentes também registraram 3.042 recusas de entrada em imóveis durante as ações.

No mesmo período, Santos contabilizou 4.772 casos de dengue, com cinco óbitos, além de 412 casos de chikungunya.

Ações educativas

A equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC) inicia o calendário de 2026 com atividades educativas baseadas nos indicadores das armadilhas do Aedes. As ações começam sempre às 9h:

  • Terça-feira (6): ação educativa no Orquidário, no José Menino

  • Quarta-feira (7): Projeto Feira Livre, no José Menino

  • Quinta-feira (8): estande educativo no Novo Quebra-Mar

  • Sexta-feira (9): Projeto Orientando Passageiros, na Rodoviária de Santos

Vacinação e prevenção

A vacina contra a dengue segue disponível nas policlínicas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal exige duas doses, com intervalo de três meses.

A Secretaria de Saúde reforça medidas simples para evitar criadouros, como eliminar água parada em vasos e bandejas de geladeira, vedar ralos, manter caixas-d’água tampadas e limpar calhas, lajes e piscinas regularmente.

Estratégias permanentes

Santos mantém ações contínuas de enfrentamento ao Aedes aegypti durante todo o ano, como visitas casa a casa, mutirões semanais, monitoramento com armadilhas e drones, nebulização em áreas com casos confirmados, acompanhamento epidemiológico, atividades educativas e atendimento a denúncias pela Ouvidoria Municipal, pelo telefone 162 ou pelo site da Prefeitura.

Redação Fatos Fontes

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