O Hospital do Vicentino realizou, neste sábado (3), a primeira captação de órgãos de 2026, coletando fígado, pâncreas, rins e córneas. A equipe médica da unidade trabalhou em conjunto com a Organização de Procura de Órgãos (OPO), seguindo todos os protocolos técnicos e éticos do Ministério da Saúde. A ação destaca a importância da doação de órgãos e o papel dos hospitais no processo.
O doador tinha 23 anos e deu entrada no hospital em 22 de dezembro, vítima de politrauma, permanecendo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A equipe confirmou a morte encefálica do paciente na sexta-feira (2), após três avaliações independentes, conforme determina o protocolo do Conselho Federal de Medicina (CFM). Antes da confirmação, médicos realizaram todos os testes clínicos e exames obrigatórios.
Após confirmar a morte encefálica, a OPO acionou a equipe multidisciplinar do Hospital do Vicentino, formada por médico, enfermeiro e psicóloga. Eles abordaram a família, oferecendo apoio emocional, explicando o processo e solicitando a autorização formal para a doação dos órgãos.
Cintia Santos, gerente de enfermagem do hospital, explicou: “Acionamos a OPO do Estado de São Paulo e realizamos a abordagem à família com transparência. Explicamos o que é a morte encefálica e como ocorre a captação. Somente após esclarecer todas as dúvidas, pedimos a autorização formal para a doação”.
A OPO transportou os órgãos para o Hospital dos Rins, em São Paulo, que distribuirá os órgãos para pacientes na fila de transplantes.

