A partir desta terça-feira (14), o Museu do Futebol passa a exibir duas camisas históricas inéditas na Sala Pelé, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. As peças reforçam o diálogo entre ídolos que marcaram gerações e destacam momentos emblemáticos do futebol brasileiro e sul-americano.
Entre os destaques está o uniforme do Santos Futebol Clube usado por Pelé na final da Taça Brasil de 1961, além de uma camisa da Seleção Argentina autografada por Diego Maradona, pertencente ao ex-jogador Paulo Silas.
A iniciativa faz parte da política de troca periódica de peças do Museu, que busca ampliar o acesso do público a itens icônicos do esporte e, ao mesmo tempo, preservar o acervo. Com isso, a camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1970, até então em exibição, deixa temporariamente a vitrine.
Desde 2024, a Sala Pelé conta com duas vitrines permanentes. Uma delas reúne peças originais utilizadas pelo Rei do Futebol em diferentes momentos da carreira. A outra recebe itens de atletas que representam capítulos marcantes da história do esporte, sempre em diálogo com exposições temporárias ou com a programação cultural do Museu.
As novas camisas substituem o uniforme da final de 1970 e a réplica da camisa da Seleção Argentina de 1986, que Maradona presenteou Rivellino.
Peças inéditas
As duas camisas em exibição são originais e permanecem no Museu por período determinado, por meio de empréstimo. O uniforme usado por Pelé remete à era vitoriosa do Santos Futebol Clube e eterniza a decisão da Taça Brasil de 1961. Na partida disputada em 27 de dezembro, na Vila Belmiro, o Santos venceu o Esporte Clube Bahia por 5 a 1, com três gols do Rei.
Desde então, a camisa ficou restrita a exibições particulares e traz inscrições adicionadas posteriormente, como a referência ao bicampeonato de 1964 e 1965, além de detalhes pessoais.
Em sintonia com a exposição temporária ¡Cancha Brava! Futebol sul-americano em disputa, o Museu também apresenta a camisa da Seleção Argentina autografada por Diego Maradona.Dessa maneira, a peça pertence a Paulo Silas e foi presenteada ao ex-jogador durante um torneio de showbol realizado na Espanha, em 2008.
Conservação do acervo
A troca periódica das camisas atende não apenas à proposta de renovação do acervo exposto, mas também às necessidades de conservação. Além disso, tecidos exigem cuidados especiais, pois são sensíveis à luz, à gravidade e a outros agentes externos.
Por esse motivo, a camisa usada por Pelé na final da Copa de 1970 sai regularmente da vitrine para permanecer em repouso na posição horizontal. Durante esse período, a peça passa por uma rotina de conservação preventiva realizada por uma especialista em têxteis.
Serviço – Museu do Futebol
Praça Charles Miller, s/nº – Pacaembu – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada até 17h)
Primeira terça-feira do mês: funcionamento até 21h (entrada até 20h)
R$ 24,00 (inteira) | R$ 12,00 (meia)
Crianças até 7 anos não pagam
Entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento com Zona Azul Especial: R$ 6,67 por três horas
Sobre o Museu do Futebol
Instalado em uma área de 6.900 m² no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. O Museu do Futebol convida o visitante a vivenciar experiências sensoriais e compreender por que o futebol, no Brasil, é mais do que um esporte. Ele faz parte da cultura, da identidade e da história do país.
O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Portanto, a concepção é da Fundação Roberto Marinho, com gestão do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte.

