Conhecer o Centro Histórico de Santos a bordo de bondes antigos virou um dos programas mais procurados por turistas e moradores. O passeio começa na Estação do Valongo, construída em 1867 e marco da primeira ferrovia paulista, e percorre ruas históricas em um circuito acessível e guiado por audiodescrição e recursos em Libras.
Os veículos elétricos, fabricados entre os séculos XIX e XX, vieram da Escócia, Portugal, Itália e Japão. A diversidade da frota garantiu à cidade o título de primeiro Museu Vivo Internacional de Bondes da América Latina.
Motorneiros e condutores utilizam réplicas dos uniformes originais para reforçar a ambientação histórica. “Os turistas demonstram emoção ao reviver lembranças e conhecer um transporte que marcou gerações”, afirma Carlos José Andrade Dias, motorneiro há 20 anos.
Atualmente, Santos mantém 13 bondes históricos. Cinco circulam regularmente em um trajeto de 1,7 km e transportam cerca de 60 mil passageiros por ano. Outros oito veículos seguem em restauração.
Bonde Pelé atrai fãs de futebol
O Bonde Pelé chama atenção por sua identidade visual dedicada ao Rei do Futebol. O número 1.283, que substitui o antigo 193, representa o total de gols marcados pelo jogador. O veículo exibe vídeos sobre a carreira de Pelé e divulga o Museu Pelé, localizado no Valongo.
Miguel de Serrano, de 10 anos, de Campo Mourão (PR), participou do passeio com a família e aprovou a experiência. “Achei bonito e diferente. Gostei muito”, contou.
Garagem preserva acervo histórico
A Garagem de Bondes e Carros Ferroviários reúne exemplares vindos de vários países e modelos produzidos em Santos. O espaço mantém 13 bondes e três carros ferroviários restaurados, com peças originais e ambientação que preserva a memória do transporte urbano.
Gastronomia completa o roteiro
Após o passeio, visitantes encontram no Largo Marquês de Monte Alegre um restaurante-escola bistrô que serve pratos típicos, como a tradicional Meca Santista. A iniciativa resulta de parceria entre a Unisantos e a Prefeitura e une formação profissional, turismo e inclusão social. Os pratos custam a partir de R$ 60.
Ingressos
A bilheteria funciona no Museu Pelé. O ingresso custa R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia) para estudantes, professores, pessoas com deficiência e maiores de 60 anos mediante comprovação. Crianças de até 5 anos no colo entram gratuitamente.

