O trabalho envolve hierarquia, mas o poder não pode gerar medo ou humilhação. Cobranças devem ser claras, diretas e respeitosas. Exigências que humilham ou intimidam configuram assédio, seja cobrar horas extras ou usar xingamentos, explica a especialista Isabel Capelas.
Empresas oferecem canais internos de denúncia com sigilo e anonimato. Pequenos escritórios nem sempre têm esses recursos. No governo, órgãos como o Ministério Público do Trabalho, Disque 100 e Disque 180 recebem denúncias de assédio.
Vínculos familiares ou pessoais não podem interferir no respeito entre funcionários. No setor privado, empresários escolhem cargos livremente, mas abusos devem ser denunciados. No serviço público, regras de meritocracia e proibição de nepotismo definem promoções e contratações.
Organizações promovem treinamentos e campanhas sobre inclusão, diversidade e limites profissionais. Elas deixam claro quais comportamentos configuram assédio, mesmo quando disfarçados de brincadeiras ou intimidade excessiva, destaca Isabel Capelas.
Canais anônimos, comitês de investigação imparciais e regras éticas protegem quem denuncia. Se o colaborador sentir que a empresa não agiu corretamente, ele pode recorrer ao Poder Judiciário.

