Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

O preço do petróleo registrou forte oscilação nesta sexta-feira após a disparada do dia anterior, influenciada pela escalada de tensão no Oriente Médio. O barril do tipo Brent chegou a US$ 111,22, mas também recuou ao longo do dia e marcou mínima de US$ 105,06.

Por volta das 12h50, o contrato para maio era negociado a US$ 109,16, com leve alta. Enquanto isso, o WTI alcançou US$ 97,05 e manteve valorização moderada ao longo do pregão.

Na quinta-feira, o mercado reagiu com força após ataques de Israel ao campo de gás Pars Sul, no Irã. Em seguida, o governo iraniano lançou ofensiva contra a refinaria de Ras Laffan, no Qatar, importante polo global de gás natural liquefeito.

Diante desse cenário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou Israel a evitar novos ataques. Ao mesmo tempo, ele sinalizou reação caso o Irã amplie ações contra instalações estratégicas na região.

Além disso, os Estados Unidos reforçaram a presença militar. Uma flotilha com milhares de fuzileiros partiu de San Diego em direção ao Golfo Pérsico, o que elevou a atenção dos investidores.

Apesar das tensões, o mercado reduziu o ritmo de alta nesta sexta-feira. A ausência de novos ataques diretos diminuiu a pressão imediata sobre os preços.

Segundo a economista Alicia Garcia-Herrero, o cenário ainda sustenta valores elevados. Para ela, o risco geopolítico continua presente e impede uma queda mais acentuada.

Enquanto isso, uma refinaria no Kuwait sofreu danos após um ataque com mísseis, e novos confrontos envolveram navios ligados ao Irã. Mesmo assim, o mercado evitou nova disparada.

No mercado financeiro, as Bolsas internacionais também reagiram. Na Europa, o índice Euro STOXX 600 registrou queda, acompanhado por recuos em Frankfurt, Londres e Paris.

Nos Estados Unidos, os principais índices também operaram em baixa. O Dow Jones caiu, enquanto Nasdaq e S&P 500 registraram perdas.

Por fim, na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, refletindo a cautela global. Investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio e avaliam os riscos para a oferta de energia.

Redação Fatos Fontes

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