Foto: Divulgação/PMS

Equipes dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPS-I) de Santos e dos abrigos da cidade se encontraram nesta sexta-feira (20) para aprimorar o acolhimento de crianças que passaram por violações de direitos.

O encontro aconteceu na Escola da Saúde de Santos durante toda a manhã e tarde. A iniciativa integra o Departamento de Saúde Mental (Desmen), da Secretaria de Saúde, e o Departamento de Proteção Especial (Depros-E), da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Os profissionais discutiram características dos serviços, políticas de aproximação e estratégias de atendimento em equipe. Também receberam capacitação para lidar com crianças neurodivergentes e neurotípicas, aprendendo técnicas de acolhimento humanizado em momentos de crise ou dificuldades de autorregulação.

“Nenhuma criança em uma unidade de tratamento tem vida fácil. Ela passou por alguma violação de direito e precisa de cuidados constantes”, explicou o médico psiquiatra Heitor Prates. Ele destacou que conhecer a criança e manter proximidade ajuda a manejar melhor as crises e a oferecer suporte adequado.

A diretora do Desmen, Dorian Rojas, reforçou que o CAPS atua nos transtornos graves e persistentes, mas também orienta os abrigos para apoiar questões emocionais e comportamentais. “Nem todas as crianças precisam de tratamento no CAPS, mas todas precisam de acolhimento”, afirmou.

Rojas acrescentou que entender dificuldades e compartilhar estratégias ajuda a minimizar desafios de profissionais e crianças. O suporte do Desenvolvimento Social amplia a capacidade de atendimento e fortalece a proteção aos menores.

Os participantes tiraram dúvidas, trocaram experiências e consolidaram práticas de cuidado conjunto. Kleber Passos, diretor do Depros-E, ressaltou que o momento aproxima políticas e garante os direitos das crianças, além de valorizar os profissionais que cuidam delas.

Redação Fatos Fontes

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