A Polícia Federal identifica uma empresa de pagamentos criada por sócios chineses no Brasil como peça central de um esquema bilionário que envolve funkeiros e influenciadores digitais.
Além disso, a investigação mostra que a Golden Cat Processamento de Pagamentos Ltda. movimenta centenas de milhões de reais e concentra a captação de recursos vindos de apostas ilegais. A decisão da Justiça Federal que autoriza a Operação Narco Fluxo reforça essa conclusão.
Dinheiro ilegal
Segundo os investigadores, o dinheiro também tem ligação com tráfico de drogas, estelionato digital e rifas ilegais. Em seguida, os valores passam por empresas de fachada e contas de laranjas.
Depois, os recursos retornam aos envolvidos na forma de bens de luxo, como carros, helicópteros e imóveis.
Valores seguem para o exterior e criptoativos
Parte do dinheiro segue para o exterior. Ao mesmo tempo, os envolvidos convertem valores em criptoativos.
Por isso, os investigadores apontam possível prática de evasão de divisas.
Consumidores relatam prejuízos e bloqueios
A empresa acumula centenas de processos judiciais e milhares de reclamações. A maioria dos casos envolve retenção de dinheiro em plataformas de apostas.
Além disso, consumidores relatam dificuldade para sacar valores. Em muitos casos, as plataformas exigem novos depósitos para liberar o saldo, mas não realizam o pagamento.
Empresa não responde e soma processos
A Golden Cat não responde às tentativas de contato da reportagem. Telefones não completam ligação e e-mails permanecem inativos.
Ao mesmo tempo, não aparecem advogados vinculados à empresa nos processos analisados.
Desde 2024, a empresa enfrenta ao menos 213 ações judiciais por práticas abusivas, prejuízos financeiros e danos morais. Em sites de defesa do consumidor, usuários registram mais de 2.300 queixas sobre saques não pagos.
Vítima relata golpe com falsa oferta de trabalho
Em um dos casos, um trabalhador relata que recebeu uma proposta de renda online. Inicialmente, ele ganha pequenos valores por tarefas simples.
No entanto, com o tempo, o esquema passa a exigir depósitos com promessa de retorno maior. O pagamento, porém, não acontece.
Sócios entram na mira da operação
Os sócios Xizhangpeng Hao e Sun Chunyang se tornam alvo de mandados de prisão na operação.
Até agora, a Polícia Federal não informa se houve prisões.
Rede maior de empresas entra na investigação
Por fim, a investigação aponta que a empresa integra uma rede mais ampla de instituições financeiras.
Essas empresas atuam juntas para movimentar dinheiro ilícito ligado ao esquema.

