Foto: Arte/IA

O Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho, chama a atenção para os desafios do diagnóstico precoce de uma doença que frequentemente se desenvolve de forma silenciosa. A data integra as ações da campanha Junho Verde, dedicada à conscientização sobre a prevenção e a detecção precoce dos tumores renais.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de monitorar fatores de risco e manter o acompanhamento médico regular.

O câncer de rim apresenta maior incidência entre pessoas acima dos 50 anos. Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar e doença renal crônica.

Exames ajudam a identificar tumores antes dos sintomas

Muitos casos surgem durante avaliações médicas de rotina ou investigações de outros problemas de saúde.

O urologista Dr. Fabio Atz explica que boa parte dos tumores renais aparece de forma incidental, durante exames de imagem realizados por razões não relacionadas ao câncer.

“Muitos pacientes descobrem a doença durante um ultrassom ou uma tomografia solicitados para investigar outras condições. Essa realidade mostra como os exames desempenham papel importante na identificação precoce dos tumores”, afirma.

Quando o câncer de rim provoca manifestações clínicas, os sinais mais comuns incluem sangue na urina, dor lombar persistente, perda de peso sem causa aparente, cansaço frequente e aumento de volume abdominal.

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir riscos

Controle da pressão arterial, atividade física e combate ao tabagismo estão entre as principais medidas preventivas.

Especialistas recomendam a adoção de hábitos saudáveis para reduzir os fatores de risco associados à doença. Manter o peso adequado, praticar exercícios regularmente, evitar o cigarro e realizar consultas periódicas contribuem para a preservação da saúde renal.

De acordo com Dr. Fabio Atz, a identificação precoce amplia as possibilidades terapêuticas e favorece melhores resultados clínicos.

“Quando encontramos o tumor em estágio inicial, conseguimos oferecer tratamentos menos invasivos e aumentar as chances de preservação da função renal. Por isso, a atenção aos sinais e o acompanhamento médico fazem diferença”, destaca.

A campanha Junho Verde reforça que informação, prevenção e diagnóstico precoce continuam entre as principais ferramentas no enfrentamento do câncer de rim.

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Redação Fatos Fontes

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