O projeto Crias Pelo Clima – Circuito de Narrativas Climáticas realiza sua última imersão formativa em Santos nesta quinta-feira (18). A iniciativa é promovida pelo Instituto Procomum e pelo Instituto KondZilla, em parceria com o Instituto Querô, e reúne jovens da Baixada Santista em atividades que conectam audiovisual, comunicação, território e justiça climática.
Após passar por Guarujá e Cubatão, o circuito chega à etapa final com uma programação gratuita e aberta ao público. Ao longo dos últimos meses, os participantes participaram de oficinas, encontros e vivências voltadas à construção de narrativas sobre as mudanças climáticas a partir da realidade dos territórios onde vivem.
Além disso, o evento amplia o debate sobre os impactos da crise climática nas periferias. A proposta é reunir realizadores, artistas, educadores, comunicadores e jovens interessados em refletir sobre o tema por diferentes perspectivas.
Segundo João Victor Caires, diretor-executivo do Instituto KondZilla, o encontro representa um momento importante da trajetória construída durante o projeto.
“O circuito em Santos celebra uma jornada construída coletivamente, na qual jovens da Baixada Santista desenvolveram novas formas de olhar para seus territórios e transformar essas experiências em narrativas potentes. O Crias Pelo Clima mostra que as periferias não são apenas impactadas pela crise climática, mas também produzem conhecimento, criatividade e soluções fundamentais para imaginar futuros mais justos e sustentáveis”, afirma.
Filmes e debate sobre território
A programação contará com a exibição dos filmes “Aluguel de Chão”, “Da Linha Pra Cá”, ambos do Instituto Querô, e “Pra Gente Não Esquecer”, produzido pelo coletivo Olhar Marginal.
As obras abordam temas como território, pertencimento, memória, cultura e meio ambiente. Dessa forma, os filmes servem como ponto de partida para as discussões da noite.
O destaque será a mesa “Território como linguagem: paisagem, memória e criação audiovisual”. O debate propõe uma reflexão sobre como paisagens, sons, memórias e relações com o lugar influenciam a linguagem audiovisual.
Além disso, a conversa discutirá como diferentes territórios produzem formas próprias de filmar, montar, escutar e narrar o mundo, especialmente diante dos desafios impostos pela crise climática.
Participam da mesa a pesquisadora e realizadora Noá Bonoba, o rapper e produtor cultural Slim 2N, representantes do coletivo cearense Cinema no Brejo e o cineasta Lincoln Péricles (LK), fundador da Astúcia Filmes e da Cinemateca da Quebrada.
A mediação ficará a cargo de Lux Machado, produtora cultural, cineasta e integrante da equipe de produção do Instituto Procomum.
Próxima etapa do projeto
Com o encerramento das imersões presenciais em Cubatão, Guarujá e Santos, o projeto inicia uma nova fase. Os participantes passarão a desenvolver coletivamente o piloto de uma produção audiovisual inspirada nas experiências e discussões realizadas durante o circuito.
O trabalho reunirá narrativas construídas ao longo da formação e terá como eixo central temas como território, juventude e justiça climática.
O encerramento oficial do Crias Pelo Clima está previsto para julho, quando os jovens apresentarão os resultados do processo criativo desenvolvido durante a formação.
Serviço
Crias Pelo Clima – Circuito de Narrativas Climáticas | Última Imersão Formativa
Data: 18 de junho de 2026
Local: Instituto Procomum
Endereço: Rua Sete de Setembro, 52 – Santos (SP)
Programação
– 17h30 – Receptivo
– 18h30 – Sessão de filmes
– 19h30 – Mesa “Território como linguagem: paisagem, memória e criação audiovisual”
– 21h – Encerramento
Entrada gratuita

