A MRS Logística inaugurou nesta terça-feira (30) o novo Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) da Baixada Santista. O espaço reúne as operações da MRS, Rumo, VLI e FIPS para coordenar o tráfego ferroviário no acesso ao Porto de Santos.
A entrega também marca o fim de um ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões na região. As obras ampliam a capacidade da malha ferroviária e tornam o transporte de cargas mais eficiente.
Centro reúne operações ferroviárias
O CCOI concentra o planejamento operacional das quatro concessionárias em um único ambiente. As equipes passam a compartilhar informações, organizar a circulação dos trens e reduzir conflitos na operação ferroviária.
A MRS informou que 45 profissionais atuarão no centro. A equipe terá 20 colaboradores da MRS, 15 da FIPS, sete da Rumo e três da VLI. O grupo planejará a operação com até três dias de antecedência.
Obras ampliam capacidade da ferrovia
A MRS concluiu seis novos pátios ferroviários na Baixada Santista. As estruturas ficam em Prainha, Jurubatuba, Quilombo, Areais, Campo Grande e na primeira fase do pátio de Santos.
Os novos pátios aumentam a capacidade para formação, cruzamento e manobra de trens no acesso ao Porto de Santos.
A empresa também modernizou mais de 90 quilômetros de linhas férreas. O projeto incluiu a troca de trilhos e a instalação de 126 aparelhos de mudança de via (AMVs). As melhorias permitem carga por eixo de até 32,5 toneladas.
Trens maiores aumentam transporte de cargas
A nova infraestrutura permite a circulação de trens com até 2.400 metros de comprimento. Cada composição poderá operar com 120 a 140 vagões.
A mudança aumenta a capacidade de transporte de cargas destinadas ao Porto de Santos e melhora o fluxo ferroviário na região.
Investimentos reforçam segurança e mobilidade
O pacote de obras também inclui sistemas modernos de sinalização ferroviária em um trecho de 34 quilômetros.
A MRS ainda construiu o viaduto de Cubatão e implantou passarelas para pedestres em Santos e Guarujá. As intervenções aumentam a segurança nas áreas ferroviárias e contribuem para a mobilidade urbana.
Segundo a MRS, o conjunto de investimentos gerou cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos durante a execução das obras.

