Foto: Reprodução/X

Os Estados Unidos afirmaram neste domingo (12) que o Estreito de Hormuz continua aberto à navegação, apesar do anúncio do Irã sobre o fechamento temporário da passagem. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), embarcações que trafegam legalmente pela rota seguem a viagem sem interrupções.

Em comunicado publicado nas redes sociais, o CENTCOM declarou que o Irã não controla o estreito e garantiu a continuidade do fluxo marítimo. Ao mesmo tempo, militares norte-americanos permanecem posicionados na região para assegurar a liberdade de navegação.

Irã reage a ataques dos EUA

No sábado (11), a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento do Estreito de Hormuz “até novo aviso”. O governo iraniano adotou a medida após a intensificação dos ataques norte-americanos contra alvos militares no país.

Além disso, Teerã afirmou que nenhuma embarcação poderá cruzar a passagem enquanto os Estados Unidos mantiverem as operações militares na região.

Tráfego continua, mas risco permanece elevado

Apesar do anúncio iraniano, autoridades internacionais informaram que a navegação continua.

A Organização Marítima e de Transportes do Reino Unido informou que a rota sul do estreito segue aberta e recebeu ampliação para permitir o tráfego nos dois sentidos. Ainda assim, o nível de ameaça permanece no grau máximo por causa do risco de novos confrontos.

Escalada amplia tensão regional

A nova ofensiva começou depois que forças iranianas interceptaram embarcações no Estreito de Hormuz. Em resposta, os Estados Unidos lançaram ataques contra dezenas de alvos militares em território iraniano.

Segundo o CENTCOM, a operação atingiu bases de mísseis, drones, depósitos de munição e centros de comunicação.

Em seguida, o Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra Jordânia, Bahrein, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos.

Negociações de paz perdem força

A troca de ataques aumentou a tensão no Oriente Médio e enfraqueceu as negociações entre Washington e Teerã.

Até então, os dois países discutiam um memorando de entendimento para reduzir o conflito na região. Com a nova escalada militar, porém, a possibilidade de um acordo voltou a ficar distante.

Redação Fatos Fontes

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