A calçada da Realejo Livros, no Gonzaga, em Santos, ganhou neste sábado (22) um novo espaço dedicado à memória das vítimas de feminicídio e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A livraria inaugurou o parklet Banco Vermelho pelo Feminicídio Zero em parceria com o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras.
A iniciativa transforma o espaço público em um ponto permanente de memória, reflexão e conscientização. Para isso, o projeto utiliza o Banco Vermelho como símbolo da luta contra o feminicídio e reúne arte, música, literatura e debate.
Arte e conscientização ocupam a calçada
A programação começou às 15h com uma pintura ao vivo do Banco Vermelho, conduzida pela artista Michele Rocha. A atividade também contou com transmissão.
Na sequência, às 16h30, o Grupo Vozes apresentou uma intervenção artística. Depois, às 17h, o duo Choro de Bolso levou música ao público com um repertório de choro.
Além disso, representantes da organização da campanha participaram de uma conversa às 18h. O grupo apresentou a proposta do Banco Vermelho e destacou a importância de ampliar o debate sobre o feminicídio e outras formas de violência contra as mulheres.
Márcia Tiburi participa do encerramento
A escritora e filósofa Márcia Tiburi encerrou a programação, às 18h30. Durante o encontro, ela abordou o Banco Vermelho como símbolo de memória e resistência e apresentou seu livro “Ninfa Morta”.
Após a conversa, Tiburi participou de uma sessão de autógrafos.
As escritoras e jornalistas Adriana Carranca e Eliana Alves Cruz também atuam como madrinhas do projeto, ao lado de Márcia Tiburi.
Projeto marca aniversários da Realejo
A inauguração também integrou as comemorações dos 25 anos da Realejo Livros e dos 20 anos da Editora Realejo.
Localizada na Avenida Marechal Deodoro, 2, no Gonzaga, a livraria passou a abrigar o Banco Vermelho na própria calçada. Dessa forma, a iniciativa aproxima o debate sobre a violência de gênero do cotidiano da cidade e amplia o acesso à discussão.
O projeto integra o movimento Feminicídio Zero, que promove ações de mobilização e conscientização pelo enfrentamento da violência contra as mulheres.
A proposta busca manter o espaço como um ponto de memória e reflexão em Santos. Ao unir literatura, arte e ocupação do espaço público, o Banco Vermelho pretende estimular a sociedade a reconhecer a violência de gênero e fortalecer ações de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.


