O Ministério Público de São Paulo abriu uma apuração sobre o terreno que o Santos comprou para construir o novo Centro de Treinamento das categorias de base. A área tem 700 mil m² e fica na Área Continental de São Vicente.
A negociação custou R$ 6,93 milhões ao clube, que acertou o pagamento por meio de ativos comerciais e permuta de publicidade com a Saint-Gobain, antiga proprietária do imóvel e atual patrocinadora do Santos.
A promotoria deu dez dias para o Santos, a Prefeitura de São Vicente e a Saint-Gobain apresentarem informações sobre a operação e o projeto.
O terreno inclui áreas de preservação permanente (APP), mangue e vegetação nativa. Por isso, o Santos precisará cumprir uma série de exigências ambientais antes de iniciar qualquer obra.
Estudos
Os estudos ambientais devem terminar até abril de 2027. Depois dessa etapa, o clube deverá apresentar o projeto à Cetesb para obter as licenças necessárias.
O resultado dos estudos também vai indicar qual parte do terreno poderá receber as estruturas do novo CT.
Contudo, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado, afirmou que o município apoia o projeto, desde que o Santos respeite as áreas protegidas e cumpra todas as exigências ambientais.
Além disso, a prefeitura também informou que a antiga proprietária quitou os débitos fiscais relacionados ao imóvel antes de iniciar as negociações com o clube.
Assim, o Santos avançou na compra do terreno, mas ainda precisa superar as etapas ambientais e obter as autorizações para começar as obras do novo CT da base.

