Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que mantém sob sua custódia o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os dados extraídos do aparelho. Segundo a corporação, o material permanece preservado e apresenta lacres íntegros, além dos mecanismos necessários para verificar sua integridade digital.

A PF também afirmou que possui condições técnicas para encaminhar aos ministros interessados cópias idênticas do conteúdo armazenado no aparelho. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já demonstraram interesse em receber a íntegra dos dados.

A manifestação ocorreu neste domingo (13), após Fachin solicitar informações sobre a guarda do material. O presidente do STF fez o pedido depois que o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master, negou acesso ao conteúdo extraído do telefone.

Mendonça informou que a mídia mantida em seu gabinete corresponde a uma cópia de segurança. Segundo ele, o dispositivo permanece lacrado e inacessível, destinado apenas a uma eventual necessidade de recuperação do material original, que continua sob custódia da Polícia Federal.

A PF explicou que recebeu uma solicitação do gabinete de Mendonça e enviou a cópia dos dados.

PGR cobra acesso dos ministros

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também voltou a defender que todos os ministros do STF tenham acesso integral às informações extraídas do celular de Vorcaro antes da sessão prevista para terça-feira (15).

O órgão já havia apresentado o mesmo pedido anteriormente e reforçou a solicitação neste sábado (12).

A discussão ocorre em meio à decisão de Fachin que retirou o sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Apesar da medida, Mendonça liberou apenas parte do conteúdo e manteve restrições ao acesso à mídia extraída do telefone de Vorcaro.

Para a PGR, a diferença de acesso entre os integrantes da Corte pode prejudicar a análise do caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que todos os ministros tenham acesso às mesmas informações relevantes antes do julgamento.

A avaliação da Procuradoria é que o compartilhamento integral do material contribui para garantir condições equilibradas entre os ministros e preservar a colegialidade do STF.

Redação Fatos Fontes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *