O dólar subiu 1,27% nesta quarta-feira (23) e encerrou o dia em R$ 5,169. A moeda americana ganhou força diante do cenário internacional, das expectativas sobre os juros dos Estados Unidos, das tensões no Oriente Médio e do cenário eleitoral brasileiro.
Enquanto isso, o Ibovespa caiu 0,86% e terminou o pregão aos 185.814 pontos. Além disso, as principais bolsas de Nova York também registraram perdas.
Assim, o mercado financeiro acompanhou diversos fatores ao longo do dia, principalmente os juros americanos, o petróleo e as notícias sobre as eleições brasileiras.
Principais números
- Dólar comercial: R$ 5,169, alta de 1,27%;
- Ibovespa: 185.814 pontos, queda de 0,86%;
- Petróleo Brent: US$ 98,12, alta de 2,84%;
- Petróleo WTI: US$ 92,16, alta de 1,81%.
Dólar avança no mercado brasileiro
Inicialmente, o dólar começou o pregão em alta e acompanhou o avanço da moeda americana no exterior. Posteriormente, a cotação continuou subindo e alcançou R$ 5,177 por volta das 14h40.
Entretanto, nas últimas horas de negociação, a moeda perdeu parte da força. Mesmo assim, o dólar encerrou a sessão em R$ 5,169, com alta de 1,27%.
No mercado internacional, o índice DXY avançou cerca de 0,54%, para 101,090 pontos. O indicador acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas.
Indicadores dos Estados Unidos pressionam os mercados
Além disso, os investidores acompanharam os novos dados da economia americana. O índice de gerentes de compras (PMI) subiu para 58,4 em setembro, contra 56 em agosto.
Como resultado, os números reforçaram as expectativas de juros elevados nos Estados Unidos durante mais tempo. Por consequência, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano também subiram.
Dessa maneira, os ativos denominados em dólar ganharam atratividade diante das perspectivas para os juros americanos.
No Brasil, por sua vez, os investidores também acompanharam novas pesquisas eleitorais.
Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 5,83% diante do real em 2026.
Ibovespa perde força
Após duas sessões consecutivas de alta, o Ibovespa recuou 0,86% e terminou o dia aos 185.814 pontos.
Durante o pregão, o índice atingiu 188.772 pontos na máxima e 185.676 pontos na mínima. Além disso, o mercado movimentou R$ 29,68 bilhões.
Nesse cenário, o ambiente internacional exerceu forte pressão sobre os ativos de risco. A alta dos rendimentos dos títulos americanos, os dados econômicos dos Estados Unidos e a valorização do petróleo contribuíram para a queda.
Ao mesmo tempo, os investidores continuaram acompanhando o cenário eleitoral brasileiro.
Ainda assim, o Ibovespa acumula alta de 4,73% em setembro.
Bolsas de Nova York acompanham a queda
Em Nova York, os principais índices também encerraram a sessão no vermelho.
O Dow Jones caiu 0,68%, para 51.512,42 pontos. Na mesma direção, o S&P 500 recuou 0,75%, para 7.706,39 pontos. Por fim, o Nasdaq perdeu 1,13%, para 26.936,04 pontos.
Nesse contexto, a alta dos rendimentos dos títulos americanos afetou principalmente as ações de tecnologia. Afinal, esse segmento costuma reagir com maior intensidade às expectativas relacionadas aos juros.
Além disso, o rendimento dos títulos americanos de dez anos ultrapassou 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007.
Consequentemente, juros mais altos nas economias avançadas podem estimular a transferência de recursos de mercados emergentes para investimentos considerados mais atrativos pelos investidores.
Tensões entre Estados Unidos e Irã aumentam as preocupações
Paralelamente, as tensões entre Estados Unidos e Irã também movimentaram os mercados.
Nesse sentido, a possibilidade de novos desdobramentos no Oriente Médio aumentou as preocupações com a inflação mundial. Além disso, o petróleo ganhou força diante das incertezas relacionadas às negociações entre os dois países.
Portanto, os investidores passaram a acompanhar de perto tanto os acontecimentos geopolíticos quanto os indicadores econômicos.
Petróleo volta a subir
Depois de cinco sessões consecutivas de queda, o petróleo voltou a avançar nesta quarta-feira.
O Brent subiu 2,84%, para US$ 98,12 por barril. Enquanto isso, o WTI avançou 1,81%, para US$ 92,16.
A falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a alta. Além disso, a possibilidade de restrições às exportações de diesel dos Estados Unidos também influenciou o mercado.
Entretanto, a Casa Branca negou a existência de um plano para restringir essas exportações.
Estoques americanos surpreendem o mercado
Por fim, o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou novos dados sobre os estoques de petróleo.
Segundo o órgão, os estoques aumentaram 2,969 milhões de barris durante a semana. O resultado contrariou a expectativa do mercado, que previa uma queda de 500 mil barris.
Mesmo assim, as tensões geopolíticas e as incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã mantiveram o petróleo em alta.
Assim, dólar, bolsa e petróleo terminaram o dia sob influência conjunta dos juros americanos, do cenário internacional, das tensões geopolíticas e das notícias eleitorais no Brasil.

