A orla de Santos recebeu, neste sábado (26), uma série de ações voltadas à conscientização, à inclusão e ao cuidado com a população. Ao longo da manhã, caminhadas e atividades gratuitas reuniram moradores e visitantes em diferentes pontos da cidade.
As iniciativas colocaram em destaque temas como doação de órgãos, direitos da comunidade surda, inclusão de pessoas com deficiência e prevenção na área da saúde.
Caminhada incentiva doação de órgãos
Na Ponta da Praia, a Caminhada Setembro Verde reuniu participantes na Praça do Aquário e seguiu até o Canal 6. A Secretaria Municipal de Saúde promoveu a atividade por meio da Seção de Captação de Órgãos e Tecidos (Secapt).
A ação buscou ampliar a conversa sobre a importância da doação de órgãos. Além disso, participantes compartilharam histórias que mostram como um gesto de solidariedade pode transformar vidas.
Transplantada renal, Olga Schekiera, 56 anos, do Instituto Deixe Vivo, participou da caminhada ao lado da irmã, Sônia Schekiera, 64. Há 37 anos, Sônia doou um rim para Olga.
“Hoje, milhares de pessoas aguardam por um órgão para transplante. Por isso, precisamos levar essa conscientização para todos os lugares e durante todo o ano. Em setembro, mês nacional de conscientização e incentivo à doação de órgãos e tecidos, essa pauta ganha ainda mais força. A nossa história mostra que, graças a um ‘sim’, podemos continuar a nossa vida”, destacou Olga.
Caminhada amplia visibilidade da comunidade surda
Enquanto isso, a Praça das Bandeiras, no Gonzaga, concentrou a 2ª Caminhada do Dia Nacional da Pessoa Surda. A atividade integra o Setembro Azul e seguiu até a Concha Acústica.
Durante o percurso, os participantes chamaram a atenção para os direitos, a visibilidade e a valorização da comunidade surda.
Presidente da Congregação Santista de Surdos, Vera Elaine destacou a importância da caminhada para aproximar a sociedade das diferentes realidades das pessoas com deficiência.
“Esse momento é ímpar para dar visibilidade às pessoas surdas. Ainda falta muita coisa a ser feita, mas é importante incentivar a sociedade e ampliar os estudos e o conhecimento sobre as deficiências”, disse.
O intérprete de Libras Marco Antônio, da Central de Libras da Prefeitura de Santos, traduziu a fala.
Festival destaca inclusão e cultura de paz
Na Concha Acústica, no Canal 3, o Festival Artístico Inclusivo 2026 reuniu atividades gratuitas sobre inclusão, acessibilidade e cultura de paz.
Entre as ações, o público participou da entrega de mil tsurus, tradicionais pássaros de papel japoneses. Os organizadores enviarão as peças ao Museu da Paz de Nagasaki, no Japão.
Para Andrea Santos, 50 anos, mãe de Adailton dos Santos, 34, iniciativas como essa ajudam a aproximar a sociedade das pessoas com deficiência.
Adailton tem paralisia cerebral e participa de diversas atividades. Ele pratica capoeira, joga videogame e escreve usando os pés.
Segundo Andrea, a convivência e a participação ajudam a derrubar barreiras e ampliam as possibilidades de inclusão.
“É uma data importante para lembrar que existimos, para a população nos ver, ter mais empatia e respeito. A inclusão é isso, um aprendendo com o outro”, destacou.
Feira oferece serviços gratuitos de saúde
Além das atividades de inclusão, a Praça das Bandeiras recebeu a 7ª Feira da Saúde Unisanta. Com apoio da Prefeitura, a iniciativa ofereceu serviços e orientações gratuitas à população.
Dessa forma, a programação deste sábado reuniu diferentes públicos e colocou em pauta solidariedade, acessibilidade, respeito, inclusão e cuidados com a saúde.

