A qualidade da água em áreas costeiras da Baixada Santista melhorou ou se manteve estável em 2025, segundo levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Das 11 áreas monitoradas na região, quatro avançaram na classificação em relação ao ano anterior, enquanto as demais mantiveram os resultados.
O levantamento integra o monitoramento das águas costeiras do litoral paulista. Ao todo, a Cetesb analisou 21 áreas: 11 na Baixada Santista, oito no Litoral Norte e duas no Litoral Sul.
Entre os locais que apresentaram melhora está a área de influência do Rio Itaguaré, em Bertioga, que passou da classificação regular para boa. Além disso, a área do Emissário do Guarujá também avançou de regular para boa. Já a região do Emissário, em Santos, deixou a classificação ruim e passou para regular.
Áreas boas ou ótimas aumentam no Estado
No resultado geral do Estado de São Paulo, a participação das áreas classificadas como ótima ou boa subiu de 57% em 2024 para 62% em 2025.
Ao todo, quatro das 21 áreas monitoradas apresentaram melhora, enquanto 13 mantiveram a mesma classificação registrada no ano anterior.
Segundo a Cetesb, a redução do volume de chuvas pode ter contribuído para os resultados. Na Baixada Santista, o acumulado de chuva em 2025 ficou 38% abaixo da média histórica.
A chuva pode carregar lixo e outros poluentes para o mar por meio da drenagem urbana e dos cursos d’água. Por isso, períodos com menor volume de precipitação podem influenciar alguns indicadores analisados no monitoramento.
Monitoramento aponta mudanças em indicadores
A análise também identificou aumento na concentração de oxigênio dissolvido em 62% das áreas avaliadas.
Além disso, o levantamento registrou menos ocorrências de resultados fora dos valores de referência para clorofila-a, oxigênio e fósforo.
A Cetesb, no entanto, ressalta que os dados não permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a redução das chuvas e os resultados encontrados.
Classificação costeira não indica condição para banho
A Cetesb destaca ainda uma diferença entre o monitoramento das águas costeiras e a avaliação de balneabilidade.
Enquanto o monitoramento costeiro acompanha diferentes indicadores da qualidade ambiental das áreas, a balneabilidade informa se pontos específicos das praias estão próprios ou impróprios para banho.
Portanto, a classificação de uma área costeira não determina, isoladamente, a condição da água de uma praia localizada naquela região.
Cetesb analisa água em diferentes profundidades
Para realizar a avaliação, a Cetesb coleta amostras em 70 pontos fixos distribuídos pelas 21 áreas monitoradas. As equipes realizam as análises a cada semestre e coletam amostras em três profundidades.
Entre os parâmetros analisados estão oxigênio, acidez, matéria orgânica, nutrientes, microalgas, bactérias indicadoras de contaminação fecal e ecotoxicidade.
Com esse conjunto de indicadores, o monitoramento acompanha diferentes aspectos da qualidade ambiental das águas costeiras do litoral paulista.

