Foto: Henrique Teixeira/PMS

Cinco turmas finalistas do Jovem Doutor em Debate participaram, nesta segunda-feira (5), da grande final da competição, no auditório do Parque Tecnológico de Santos. O encontro encerrou a primeira edição do projeto, que incentivou os estudantes a conhecer e apresentar a trajetória de mulheres que fizeram história na ciência.

Durante a disputa, cada grupo contou a história de uma cientista e respondeu a duas perguntas da banca avaliadora, formada por especialistas e representantes das áreas de saúde, educação, juventude e políticas públicas.

UME Cidade de Santos conquista o primeiro lugar

A UME Cidade de Santos ficou com o primeiro lugar após apresentar a trajetória da psiquiatra Nise da Silveira. Na sequência, a UME Oswaldo Justus terminou em segundo lugar.

A UME Judoca conquistou a terceira posição, enquanto a UME 28 de Fevereiro ficou em quarto. Já a UME Avelino da Paz Vieira terminou a competição em quinto lugar.

Debate aproxima alunos da ciência

A coordenadora do Santos Jovem Doutor, Ana Caetano, explicou que o projeto buscou aproximar os estudantes da ciência e, ao mesmo tempo, estimular a discussão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na área.

“Queríamos trabalhar isso com os alunos de uma maneira que eles se envolvessem. O debate ajudou a transmitir a mensagem e a dar voz a essas mulheres”, afirmou.

Para participar da competição, cada turma recebeu uma cientista por sorteio e iniciou uma etapa de pesquisa. Os estudantes conheceram as trajetórias de Gladys West, Nise da Silveira, Mari Krüger, Adriana Melo e Roberta Duarte.

Alunos desenvolvem novas habilidades

Antes da grande final, os estudantes passaram por diferentes etapas de preparação. Entre elas, o pitch, formato de apresentação rápida realizado de forma virtual e utilizado para definir os grupos finalistas.

Além do conhecimento sobre ciência, a atividade também estimulou a comunicação e o protagonismo dos alunos.

“Um jovem de 14 anos saber o que é pitch e uma TED Talk é muito importante e deixa esses estudantes um passo à frente”, destacou Ana Caetano.

Pesquisa sobre Nise da Silveira marcou estudante

Larissa Pereira, de 13 anos, estudante do 8º ano da UME Cidade de Santos, no Embaré, integrou a equipe que apresentou a história de Nise da Silveira.

Segundo a estudante, a turma participou de todo o processo de preparação e utilizou diferentes métodos para aprofundar a pesquisa.

“Quando recebemos o nome dela, já começamos a pesquisar em sites, fizemos mapa mental, síntese e usamos outras metodologias para conhecer toda a história”, contou.

Larissa também disse que não esperava chegar à final. Para ela, apresentar a trajetória da psiquiatra ajudou a mostrar a importância do trabalho desenvolvido por Nise da Silveira.

“Precisamos mostrar às pessoas toda a experiência que ela teve no combate ao preconceito relacionado à saúde mental. Isso é muito importante”, afirmou.

Projeto transforma pesquisa em experiência prática

O professor Chao Lung Wen, idealizador do programa e integrante da banca avaliadora, destacou o papel da iniciativa na formação dos estudantes.

“Importantíssimo para criar motivação e propósito, para que vejam como a educação constrói um futuro melhor”, afirmou.

Além disso, o professor ressaltou a escolha das mulheres cientistas como tema da primeira edição. Segundo ele, conhecer essas histórias permite que os alunos compreendam os desafios causados pelo preconceito e desenvolvam mais persistência diante das dificuldades.

Projeto passa a integrar programação permanente

A primeira edição do Jovem Doutor em Debate reuniu 21 turmas. Além das cinco equipes finalistas, outras três receberam Menção Honrosa pelo desempenho durante a etapa de seleção.

Inicialmente, o projeto funcionou como uma experiência-piloto. Agora, porém, a iniciativa passa a integrar a programação permanente do Programa Santos Jovem Doutor.

A proposta prevê novas edições todos os anos, com diferentes temas e grupos de cientistas.

Redação Fatos Fontes

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