Cinco turmas finalistas do Jovem Doutor em Debate participaram, nesta segunda-feira (5), da grande final da competição, no auditório do Parque Tecnológico de Santos. O encontro encerrou a primeira edição do projeto, que incentivou os estudantes a conhecer e apresentar a trajetória de mulheres que fizeram história na ciência.
Durante a disputa, cada grupo contou a história de uma cientista e respondeu a duas perguntas da banca avaliadora, formada por especialistas e representantes das áreas de saúde, educação, juventude e políticas públicas.
UME Cidade de Santos conquista o primeiro lugar
A UME Cidade de Santos ficou com o primeiro lugar após apresentar a trajetória da psiquiatra Nise da Silveira. Na sequência, a UME Oswaldo Justus terminou em segundo lugar.
A UME Judoca conquistou a terceira posição, enquanto a UME 28 de Fevereiro ficou em quarto. Já a UME Avelino da Paz Vieira terminou a competição em quinto lugar.
Debate aproxima alunos da ciência
A coordenadora do Santos Jovem Doutor, Ana Caetano, explicou que o projeto buscou aproximar os estudantes da ciência e, ao mesmo tempo, estimular a discussão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres na área.
“Queríamos trabalhar isso com os alunos de uma maneira que eles se envolvessem. O debate ajudou a transmitir a mensagem e a dar voz a essas mulheres”, afirmou.
Para participar da competição, cada turma recebeu uma cientista por sorteio e iniciou uma etapa de pesquisa. Os estudantes conheceram as trajetórias de Gladys West, Nise da Silveira, Mari Krüger, Adriana Melo e Roberta Duarte.
Alunos desenvolvem novas habilidades
Antes da grande final, os estudantes passaram por diferentes etapas de preparação. Entre elas, o pitch, formato de apresentação rápida realizado de forma virtual e utilizado para definir os grupos finalistas.
Além do conhecimento sobre ciência, a atividade também estimulou a comunicação e o protagonismo dos alunos.
“Um jovem de 14 anos saber o que é pitch e uma TED Talk é muito importante e deixa esses estudantes um passo à frente”, destacou Ana Caetano.
Pesquisa sobre Nise da Silveira marcou estudante
Larissa Pereira, de 13 anos, estudante do 8º ano da UME Cidade de Santos, no Embaré, integrou a equipe que apresentou a história de Nise da Silveira.
Segundo a estudante, a turma participou de todo o processo de preparação e utilizou diferentes métodos para aprofundar a pesquisa.
“Quando recebemos o nome dela, já começamos a pesquisar em sites, fizemos mapa mental, síntese e usamos outras metodologias para conhecer toda a história”, contou.
Larissa também disse que não esperava chegar à final. Para ela, apresentar a trajetória da psiquiatra ajudou a mostrar a importância do trabalho desenvolvido por Nise da Silveira.
“Precisamos mostrar às pessoas toda a experiência que ela teve no combate ao preconceito relacionado à saúde mental. Isso é muito importante”, afirmou.
Projeto transforma pesquisa em experiência prática
O professor Chao Lung Wen, idealizador do programa e integrante da banca avaliadora, destacou o papel da iniciativa na formação dos estudantes.
“Importantíssimo para criar motivação e propósito, para que vejam como a educação constrói um futuro melhor”, afirmou.
Além disso, o professor ressaltou a escolha das mulheres cientistas como tema da primeira edição. Segundo ele, conhecer essas histórias permite que os alunos compreendam os desafios causados pelo preconceito e desenvolvam mais persistência diante das dificuldades.
Projeto passa a integrar programação permanente
A primeira edição do Jovem Doutor em Debate reuniu 21 turmas. Além das cinco equipes finalistas, outras três receberam Menção Honrosa pelo desempenho durante a etapa de seleção.
Inicialmente, o projeto funcionou como uma experiência-piloto. Agora, porém, a iniciativa passa a integrar a programação permanente do Programa Santos Jovem Doutor.
A proposta prevê novas edições todos os anos, com diferentes temas e grupos de cientistas.

