Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal do Júri condenou o sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues de Carvalho a 123 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato da esposa, Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. O julgamento também reconheceu a tentativa de homicídio qualificado contra a filha do casal, que sobreviveu aos ataques. A Justiça determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado.

Os jurados concluíram o julgamento nesta quinta-feira (15), após dois dias de sessão, e acolheram todas as qualificadoras apresentadas pela acusação. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o policial por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado.

Durante o julgamento, Samir afirmou que não se lembrava de ter cometido os crimes. Ele também relatou ter ouvido uma voz que mandava atacar a esposa e a filha. Segundo informações, o sargento disse que só recuperou a consciência depois que policiais militares o renderam.

A defesa argumentou que o réu agiu sem consciência dos próprios atos. Entre as hipóteses apresentadas, os advogados mencionaram uma possível intoxicação provocada pela administração de medicamentos sem o conhecimento do policial.

A promotoria, por sua vez, contestou essa versão e sustentou que o comportamento do réu no dia do crime demonstrava consciência de suas ações. Para reforçar a acusação, o promotor destacou os disparos contra as vítimas e um boletim de ocorrência de 2015, no qual Amanda relatou agressões físicas cometidas pelo então companheiro.

Relembre o caso

Samir e Amanda mantinham um relacionamento havia mais de dez anos e tinham dois filhos. Em 7 de maio de 2025, o sargento foi até uma clínica médica no Canal 1, em Santos, onde a esposa e a filha aguardavam atendimento.

Segundo a acusação, ele ameaçou Amanda de morte e entrou na sala onde as duas estavam. Em seguida, efetuou disparos contra as vítimas. Amanda também sofreu 51 golpes de faca e morreu no local.

A filha do casal levou tiros nas pernas e no braço e precisou passar por cirurgia. Apesar dos ferimentos, ela sobreviveu ao ataque.

O Ministério Público sustentou que Samir cometeu o feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar. A acusação também apontou circunstâncias como o meio cruel, a dissimulação, a dificuldade de defesa da vítima, o perigo comum e o uso de arma de fogo de uso restrito.

No caso da filha, o MP-SP atribuiu ao réu tentativa de homicídio qualificado e apontou agravantes relacionadas ao perigo comum, à dissimulação, à dificuldade de defesa da vítima e ao emprego de arma de fogo de uso restrito.

Redação Fatos Fontes

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