O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, ganhará dois novos berços públicos de atracação na região da Alemoa. Para ampliar a capacidade operacional do complexo, um consórcio formado por Ultracargo, Stolthaven Terminals, Granel Química e Vopak prevê iniciar as obras em 2027, embora ainda não tenha definido o mês de início.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) assinou o contrato com as empresas em 19 de março de 2026. Com o empreendimento, o porto poderá ampliar em aproximadamente 3 milhões de toneladas por ano a movimentação de granéis líquidos. Além disso, a nova estrutura permitirá receber navios maiores e poderá reduzir o tempo de espera das embarcações.
Novos berços permitirão receber navios maiores
Os dois novos berços atenderão embarcações de até 70 mil toneladas de porte bruto (DWT, na sigla em inglês). Segundo o consórcio, esse limite supera em cerca de 17% a capacidade atual.
Dessa maneira, o porto poderá movimentar mais cargas a cada atracação e reduzir a necessidade de viagens fracionadas. Ao mesmo tempo, a ampliação poderá melhorar o aproveitamento dos tanques e das demais estruturas em terra, aumentando a produtividade da região da Alemoa.
Além disso, os novos pontos de atracação oferecerão mais opções para as embarcações. Com isso, o complexo poderá reduzir o tempo de espera dos navios e tornar as operações logísticas mais previsíveis.
Obras exigirão planejamento e segurança
Apesar dos benefícios esperados, as empresas precisarão enfrentar desafios durante a execução do projeto. Como o porto continuará funcionando durante as intervenções, o consórcio terá de coordenar os trabalhos para preservar a segurança e manter as operações existentes.
Outro desafio envolve a disponibilidade de equipamentos de dragagem. Segundo as empresas, o grande número de projetos de infraestrutura portuária em andamento no país pode dificultar o acesso a esses equipamentos.
Paralelamente, o consórcio continua avaliando aspectos técnicos de engenharia e discutindo o cronograma do empreendimento. Essas definições ajudarão a organizar as etapas da obra sem comprometer a rotina do complexo portuário.
Projeto busca fortalecer a logística brasileira
Em declaração conjunta, as empresas destacaram a importância do investimento para preparar o Porto de Santos para o crescimento da demanda e ampliar a competitividade da logística brasileira.
“O Porto de Santos ocupa posição central na logística brasileira, e iniciativas como esta contribuem para preparar o complexo portuário para as demandas futuras, ampliando eficiência, segurança e competitividade”, afirmou o consórcio.
Por fim, as empresas defenderam a antecipação dos investimentos em infraestrutura portuária para acompanhar as mudanças nas cadeias de abastecimento e atender às necessidades dos clientes. Assim, o projeto pretende ampliar a capacidade operacional da Alemoa e preparar o Porto de Santos para atender ao crescimento futuro do transporte de cargas.

