Foto: Divulgação/PMS

Santos participa do 18º Encontro Nacional de História Oral, em Brasília, até esta sexta-feira (16), com a apresentação do projeto Memórias Periféricas. A iniciativa valoriza as histórias dos moradores da Área Continental e fortalece a identidade cultural do município.

A Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) desenvolve o projeto por meio do Programa Memória-História Oral. Desde 2004, o programa registra depoimentos e reúne mais de 400 entrevistas com personalidades.

Projeto valoriza histórias da Área Continental

Durante o encontro, as historiadoras Adriana Negreiros e Sandra Ramos, da Fams, apresentaram as ações que Santos desenvolve para preservar a memória e a história oral.

Entre essas iniciativas, o projeto Memórias Periféricas ganha destaque por reunir diferentes experiências e perspectivas sobre a cidade. Além disso, a proposta fortalece o sentimento de pertencimento dos moradores às comunidades onde vivem.

Nesta primeira etapa, o projeto conta com a participação de moradores de Caruara e da Ilha Diana, na Área Continental. São eles: Patrícia dos Santos, Lígia Martins, Odair Lopes e Sandra Moraes.

Segundo Sandra Ramos, a História Oral permite conhecer as experiências dos moradores e ampliar a visibilidade de suas histórias. Dessa forma, o projeto valoriza as memórias locais e contribui para preservar a identidade das comunidades.

Encontro debate memória e justiça climática

Com o tema “Oralidades plurais na construção de um futuro de justiça climática”, o 18º Encontro Nacional de História Oral promove reflexões sobre memória, narração e escuta na construção do conhecimento sobre o presente.

Além disso, o evento discute o papel da História Oral diante da emergência climática e destaca a importância dos relatos das comunidades para compreender diferentes realidades sociais e culturais.

A programação reúne pesquisadores, professores universitários e da educação básica, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais de instituições de memória, representantes de movimentos sociais e integrantes de coletivos culturais.

Troca de experiências fortalece a preservação da memória

Durante o encontro, os participantes compartilham pesquisas e experiências que contribuem para aprimorar as práticas de História Oral. Assim, o intercâmbio amplia o conhecimento e estimula novas estratégias de preservação da memória.

Adriana Negreiros destaca que a troca de experiências contribui diretamente para o trabalho da Fundação. Segundo a historiadora, conhecer iniciativas de diferentes lugares ajuda a aprimorar o uso da História Oral e a valorizar as memórias das comunidades.

Por fim, o público pode acessar as entrevistas do Programa Memória-História Oral no canal da Fundação Arquivo e Memória de Santos no YouTube.

Redação Fatos Fontes

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