O Ministério da Saúde começa a oferecer nove novos medicamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida contempla 13 indicações de tratamento e pode beneficiar mais de 116 mil pessoas.
A oferta começa em 20 centros especializados de todas as regiões do Brasil. O governo pretende ampliar o atendimento para os demais centros até o fim do ano.
A compra dos nove medicamentos custará R$ 155,4 milhões por ano. Até o fim de 2026, o ministério prevê incorporar 23 novos medicamentos oncológicos ao SUS. A iniciativa ampliará em 35% as opções de tratamento na rede pública.
Novos medicamentos ampliam tratamentos contra o câncer
Os medicamentos atendem pacientes com diferentes tipos de câncer. A lista inclui tumores de mama, pulmão, próstata, estômago, rim e tireoide. Também contempla tumores neuroendócrinos, leucemias e linfomas.
Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos podem aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. Alguns medicamentos também ajudam a reduzir o risco de retorno da doença após a cirurgia.
A pasta organizou a compra dos novos produtos de diferentes formas. O ministério assumiu a compra direta de dez medicamentos. Também articulou aquisições estaduais de outros nove e ampliou os repasses para custear os quatro restantes.
SUS amplia rastreamento do câncer colorretal
O Ministério da Saúde distribuirá 400 mil testes para rastrear o câncer colorretal em todos os estados. O exame identifica sinais que podem indicar a presença da doença.
A iniciativa atende homens e mulheres sem sintomas, com idades entre 50 e 75 anos. Quando necessário, o paciente realizará uma colonoscopia para confirmar o diagnóstico.
O governo também amplia o rastreamento do câncer do colo do útero. Para isso, o SUS adotará o teste DNA-HPV e financiará exames complementares de citologia reflexa em meio líquido.
O investimento anual chegará a R$ 2,7 milhões. O recurso permitirá a realização de mais de 131 mil testes.
Cirurgias menos invasivas beneficiam pacientes
O SUS também ampliará o financiamento das cirurgias videotorácicas oncológicas, principalmente para pacientes com câncer de pulmão.
A técnica utiliza pequenas incisões, câmeras e instrumentos específicos. Dessa forma, os médicos realizam procedimentos menos invasivos. A abordagem pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a cirurgia.
Governo investe em hospitais inteligentes
O Ministério da Saúde destinará R$ 4 bilhões ao Proadi-SUS nos próximos três anos. O programa apoia o desenvolvimento e a modernização dos serviços públicos de saúde.
O valor equivale a cerca de um terço dos R$ 11 bilhões investidos pelo programa nos últimos 17 anos.
Outra iniciativa prevê a implantação do primeiro Hospital Inteligente do SUS. A unidade funcionará no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
O projeto utilizará inteligência artificial e equipamentos conectados para monitorar pacientes em tempo real. A tecnologia permitirá que profissionais acompanhem as condições dos pacientes a distância.
O plano também prevê melhorias nos laboratórios de anatomia patológica. Com o telediagnóstico, o governo pretende reduzir de uma semana para 48 horas o prazo de entrega dos laudos de biópsia.

