Foto: Divulgação/PMS

Brinquedos velhos, restos de móveis e até um colchão estão entre os materiais retirados do Rio São Jorge, na Zona Noroeste de Santos. Durante o desassoreamento, concluído nesta semana, as equipes removeram 8 mil toneladas de sedimentos e resíduos. Além disso, a Prefeitura finalizou os trabalhos dois meses antes do prazo previsto.

O Rio São Jorge tem papel importante na drenagem dos bairros Bom Retiro, São Jorge, Chico de Paula e Santa Maria. O curso d’água também recebe águas dos canais das avenidas Jovino de Melo e Roberto Molina Cintra.

Iniciada em julho, a intervenção abrangeu uma área de 2.186,48 m² nas proximidades do Parque Palafitas, no Dique da Vila Gilda. O serviço buscou melhorar o escoamento das águas e manter a profundidade necessária para a navegação segura de pequenas embarcações.

Além disso, a remoção dos sedimentos contribui para preservar a qualidade da água e proteger as estruturas locais contra danos provocados pelo acúmulo de materiais no fundo do rio.

Trabalho remove lixo e lodo do fundo do rio

Segundo o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Wagner Ramos, os resíduos acumulados no fundo do rio vieram de descartes irregulares e do transporte de materiais pelas chuvas e pela elevação da maré.

Para executar o serviço, as equipes utilizaram uma balsa equipada com escavadeira e geobags. Essas bolsas de tecido geotêxtil de alta resistência retêm o lodo e os resíduos sólidos, enquanto permitem a drenagem da água.

A intervenção integra o Programa Santos Mais, da Administração Municipal, que promove o desenvolvimento urbano sustentável com ações de macrodrenagem, habitação e inovação tecnológica. O programa conta com financiamento de R$ 574 milhões, cerca de US$ 105 milhões, obtido junto ao CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe).

Equipamentos ajudam a separar os resíduos

A grande quantidade e a variedade de detritos exigiram cuidados específicos durante o trabalho. Primeiro, a escavadeira retirou os sedimentos do fundo do rio e os depositou em uma peneira instalada sobre um reservatório. Em seguida, jatos de água facilitaram a separação do lodo e dos resíduos sólidos.

“O material sólido que permaneceu na peneira foi repassado depois para uma caçamba e teve como destino final um aterro certificado”, explicou Wagner Ramos.

Já a lama que atravessou a peneira ficou no reservatório e seguiu por tubulações até os geobags. De acordo com o técnico em edificações Daniel Vinícius dos Santos, da Seinfra, as bolsas retiraram a água dos resíduos até a secagem completa.

O tecido dos geobags permitiu que a água retornasse ao rio, enquanto reteve a lama e os demais resíduos sólidos.

Secagem facilita o descarte do material

Durante a drenagem, o lodo perdeu água e reduziu seu volume dentro das bolsas. Dessa maneira, o sistema ajudou a evitar o retorno dos resíduos ao rio, facilitou o transporte e minimizou a liberação de odores.

Após a secagem, as equipes recolheram o material e o encaminharam para o descarte adequado.

A TMK Engenharia S.A., vencedora da licitação promovida pela Prefeitura, executou os serviços. O investimento total foi de R$ 2,6 milhões.

Redação Fatos Fontes

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