Foto: José Cruz/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (27) que não sabia da viagem do ex-candidato aos Estados Unidos (EUA).

Marinho contou que conversou com Flávio na segunda-feira (26). Na ocasião, os dois discutiram a importância de o ex-candidato assumir a liderança da oposição.

“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição”, afirmou Marinho após uma reunião com parlamentares e líderes do PL, em Brasília.

Mensagem mencionava pausa no contato com aliados

Marinho também relatou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8h desta terça-feira. Segundo o senador, o ex-candidato disse que iria “dar um tempo” antes de retomar o contato com aliados.

Flávio teria viajado com a esposa e as filhas. A viagem ocorreu menos de 48 horas após sua derrota na eleição presidencial.

No Brasil, aliados do ex-candidato também comentaram o caso. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), por exemplo, afirmou que Flávio viajou para evitar que sua situação servisse como moeda de troca em uma eventual negociação envolvendo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Até a publicação deste texto, nenhuma autoridade brasileira ou norte-americana havia confirmado oficialmente a viagem.

Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) investiga Flávio em diferentes inquéritos por suspeitas de crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção.

O mandato de senador pelo Rio de Janeiro termina em fevereiro de 2027. Com o fim do mandato, Flávio perderá o foro privilegiado associado ao cargo.

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador, porém, não apresentou os documentos.

Flávio divulgou a decisão nas redes sociais, embora o processo tramite sob segredo de Justiça. A ordem integra uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Diante do descumprimento da determinação judicial, a Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio.

Flávio havia negado intenção de deixar o país

Em um vídeo publicado na segunda-feira, Flávio negou que pretendesse deixar o Brasil e afirmou que entregaria seus passaportes.

A informação sobre a viagem aos Estados Unidos surgiu após essas declarações. Procurada para comentar o caso, a assessoria de Flávio não respondeu até a publicação deste texto.

Redação Fatos Fontes

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