O Museu de Pesca de Santos, no litoral de São Paulo, completa quatro anos fechado e ainda não tem data para reabrir. O Governo de São Paulo prepara uma nova licitação para dar continuidade às obras de infraestrutura, com investimento estimado em R$ 10 milhões.
Fundado em 1950, o museu reúne aproximadamente 1,4 mil peças em seu acervo. Enquanto o prédio permanece fechado, os responsáveis pelo espaço mantêm a conservação e o monitoramento dos itens.
Segundo o governo estadual, a próxima etapa das obras terá prazo de execução de 15 meses. No entanto, esse período só começa após a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço.
Nova licitação deve definir continuidade das obras
O prédio já recebeu intervenções nas redes hidráulica e elétrica. Entretanto, o Governo de São Paulo revogou o edital anterior para realizar ajustes técnicos, orçamentários e jurídicos.
Agora, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) finaliza a documentação para publicar uma nova licitação.
O projeto prevê a restauração da fachada, da cobertura, das portas e das janelas. Além disso, os serviços deverão preservar as características arquitetônicas originais do imóvel.
Como o governo ainda não concluiu a contratação, não existe uma data definida para a retomada da visitação.
Museu deveria reabrir em 2023, mas continua fechado
O Museu de Pesca chegou a receber aproximadamente 50 mil visitantes por ano, conforme dados estaduais de 2019. Entretanto, o espaço acumula atrasos no cronograma de reabertura.
Confira os principais acontecimentos:
- 2020 e 2021: o museu fechou durante a pandemia de Covid-19.
- 2022: a instituição voltou a receber visitantes, mas interrompeu novamente as atividades para obras.
- 2023: o governo previa a reabertura, mas não cumpriu o prazo.
- 2026: o prédio continua fechado e aguarda uma nova licitação.
Museu de Pesca tem história ligada à pesquisa marítima
A história do Museu de Pesca começou antes de sua fundação oficial. Inicialmente, o espaço funcionava como um Gabinete de História Natural ligado à Escola de Pesca.
Em 1932, a instituição adotou o nome de Instituto de Pesca Marítima. No ano seguinte, passou a funcionar no prédio localizado em Santos.
Já em 1942, o local começou a ganhar características de museu com a exposição do esqueleto de uma baleia que encalhou em Peruíbe, no litoral paulista.
Para acomodar a estrutura, os responsáveis retiraram paredes que dividiam três salas e ampliaram outros ambientes. Além disso, o espaço reuniu coleções de conchas, corais, peixes e aves marinhas.
A instituição ganhou oficialmente o nome de Museu de Pesca em 6 de fevereiro de 1950. Dois anos antes, um incêndio havia destruído parte do acervo e provocado o fechamento temporário do espaço.
Visitação virtual permite conhecer o acervo pela internet
Apesar do fechamento do prédio, os interessados ainda podem conhecer parte do patrimônio pela internet.
Em julho de 2026, o Instituto de Pesca lançou o projeto Mergulho Virtual no Museu de Pesca, uma experiência gratuita disponível no site da instituição.
O tour utiliza tecnologia da empresa norte-americana Matterport e permite explorar virtualmente os ambientes e as atrações históricas do museu.
Dessa forma, enquanto o governo prepara uma nova licitação e não define uma data para a reabertura, o público pode conhecer parte do acervo por meio da visitação virtual.

