A Polícia Civil apreendeu mais um adolescente suspeito de participar do latrocínio que matou o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação ocorreu na noite desta terça-feira (3), no Fórum Criminal da cidade. Além disso, a nova apreensão elevou para nove o número de pessoas identificadas pela investigação.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações de que o adolescente compareceria ao Fórum acompanhado da mãe para atender a uma intimação. Diante disso, os agentes foram até o local e cumpriram o mandado de busca e apreensão expedido pela Vara da Infância, Juventude e Idoso em 28 de outubro.
Em seguida, os policiais levaram o jovem ao 3º Distrito Policial de Santos, onde ele prestou depoimento na presença da mãe. Conforme o registro policial, o adolescente apresentou detalhes sobre o crime. Depois disso, os agentes o encaminharam à Fundação Casa, onde ele permanece à disposição da Justiça.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando a participação dos demais envolvidos. Até então, os investigadores haviam identificado oito suspeitos, sendo seis adolescentes e dois adultos, por envolvimento nas agressões e no roubo que provocaram a morte do engenheiro.
Além do latrocínio, o grupo também teria cometido outros crimes na mesma madrugada. Segundo o delegado seccional de Santos, Rubens Barazal, pelo menos cinco furtos ou roubos de celulares ocorreram naquela noite. No entanto, os suspeitos teriam desempenhado diferentes funções durante a abordagem à vítima.
A morte do engenheiro
Marcelo participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento começou na noite de sexta-feira (23) e terminou na manhã de sábado (24).
Por volta das 3h, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro, mas não retornou. Por isso, os colegas iniciaram as buscas e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
Logo depois, uma equipe de socorro levou Marcelo à Santa Casa de Santos, onde ele permaneceu intubado e em coma. No domingo (25), a equipe médica transferiu o engenheiro para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.
Por fim, os médicos constataram a morte encefálica no domingo, e o hospital registrou o óbito às 17h20 de segunda-feira (26).

