Foto: Divulgação/PMS

A construção da Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), no Saboó, avança com a concretagem das estruturas do reservatório. A Prefeitura de Santos investe R$ 153,3 milhões no equipamento, que ajudará a reduzir os alagamentos na Zona Noroeste, principalmente durante períodos de chuva intensa e maré alta.

Na quarta-feira (4), as equipes iniciaram a concretagem da primeira das 64 estruturas que formarão as paredes subterrâneas do reservatório. A obra ocupa uma área de 5,6 mil metros quadrados na Avenida Engenheiro Augusto Barata, 1.433.

A nova estação integra o Programa de Macrodrenagem Santos Mais e contará com oito bombas a diesel, com capacidade conjunta para retirar até 20 mil litros de água por segundo.

Equipes avançam na construção das paredes subterrâneas

As equipes utilizam concreto armado para construir 64 estruturas chamadas lamelas, que formarão uma parede subterrânea de até 40 metros de profundidade. Essa barreira conterá a terra e impedirá a entrada de água na área da obra.

Cada estrutura exige de 34 a 37 metros cúbicos de concreto, quantidade equivalente à carga de quatro caminhões-betoneira, segundo o engenheiro civil Leandro Fermino Araújo dos Santos, da Terracom, empresa responsável pela construção.

A equipe começou a concretagem com uma estrutura por dia, mas pretende alcançar duas unidades diárias. Segundo o engenheiro, esse ritmo poderá reduzir em 32 dias, ou 50%, o prazo dessa etapa. Ele ressalta que o resultado depende das condições climáticas e operacionais.

O técnico de segurança Almir Frade, da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), acompanha os trabalhos e destaca que as lamelas garantirão a estabilidade do terreno durante a construção.

Oito bombas terão capacidade para retirar 20 mil litros por segundo

A EEC6 contará com oito bombas movidas a diesel, que poderão retirar juntas 20 mil litros de água por segundo. Essa capacidade equivale ao volume de uma piscina olímpica em pouco mais de dois minutos.

A construção também exige 2.300 metros cúbicos de concreto, 392 toneladas de aço e 282 toneladas de tubulações de aço inoxidável. As equipes utilizarão ainda estruturas metálicas e técnicas de reforço do solo para garantir a segurança do complexo.

Estação atenderá área de 2 km² no Saboó

A EEC6 será a segunda estação elevatória da Zona Noroeste e atenderá uma área de aproximadamente 2 km², com benefício direto para os moradores do Saboó.

O Programa Santos Mais prevê 13 estações elevatórias e 14 sistemas de comportas para melhorar o escoamento das águas pluviais.

O conjunto de equipamentos ajudará a reduzir os alagamentos, sobretudo quando chuvas fortes coincidem com a maré alta. Nessas situações, o nível do mar dificulta a saída da água pelos canais.

A Prefeitura também planeja construir as estações EEC0 e EEC9 para atender as ruas próximas e paralelas à Avenida Nossa Senhora de Fátima. Os novos equipamentos contemplarão Vila Haddad e Chico de Paula.

EEC7 já atende Castelo, Areia Branca e região

A primeira estação elevatória da Zona Noroeste, a EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, começou a funcionar em maio de 2023. A unidade fica no final da Avenida Haroldo de Camargo e atende principalmente os bairros Castelo e Areia Branca, além do Jardim Guassu, em São Vicente.

A Prefeitura investiu R$ 38,1 milhões na estrutura, que possui um reservatório com capacidade para 4,25 milhões de litros, volume equivalente a quase duas piscinas olímpicas.

As três bombas da estação, fabricadas na Alemanha, conseguem retirar até 6 mil litros de água por segundo.

Programa Santos Mais reúne obras de drenagem e infraestrutura

Em 2024, a Prefeitura assinou um contrato de empréstimo com a Corporação Andina de Fomento (CAF) para financiar as intervenções do Santos Mais. O programa reúne projetos de macrodrenagem, acessibilidade, inovação e sustentabilidade.

O planejamento inclui quatro novas estações elevatórias com comportas: EEC2, no Bom Retiro/Santa Maria; EEC4, no Rádio Clube; EEC6, no Saboó; e EEC9, no Chico de Paula.

Além das obras de drenagem, a Prefeitura prevê pavimentar ruas e avenidas e construir unidades habitacionais no Estradão, entre outras melhorias.

A EEC6, que inclui comporta, canal e estação elevatória, representa investimento de R$ 153,3 milhões. Desse total, R$ 149,2 milhões vêm de financiamento da CAF, enquanto a Prefeitura complementa o valor com recursos municipais.

Redação Fatos Fontes

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