A Baixada Santista entrou em alerta após o avanço da Influenza A (H3N2), conhecida como “supergripe”. Municípios registraram aumento na procura por atendimentos por síndromes gripais e crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave durante o primeiro trimestre de 2026.
A infectologista Elisabeth Dotti aponta que a combinação do período sazonal de vírus respiratórios com uma mutação do H3N2 elevou a transmissão. O vírus também consegue escapar parcialmente da imunidade. A baixa cobertura vacinal agrava o cenário.
Segundo a especialista, a subvariante se espalha com mais facilidade. Os primeiros sintomas surgem entre três e cinco dias após o contato com uma pessoa infectada. Esse intervalo menor diferencia a doença do resfriado comum, que costuma apresentar incubação mais longa.
Casos disparam em cidades da região
A alta transmissibilidade pressiona as unidades de saúde. Em Itanhaém, os registros de SRAG subiram de 4 casos em março de 2025 para 19 no mesmo mês de 2026.
São Vicente também apresentou aumento expressivo. O número de atendimentos por sintomas gripais quase dobrou em março e chegou a 520 pacientes. Em Mongaguá, a UPA registrou crescimento nos casos graves, com salto de 137 para 222 atendimentos mensais.
Outros municípios confirmam a tendência de alta:
- Guarujá: casos de Influenza A (H1N1) passaram de zero para 10 na primeira quinzena de abril
- Praia Grande: 26 registros de SRAG acumulados no ano
Vacinação segue como principal proteção
Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção. O imunizante atual oferece cerca de 98% de proteção para pessoas vacinadas.
Na Baixada Santista, os números variam entre as cidades. Santos aplicou quase 35 mil doses, enquanto Mongaguá alcançou cerca de 7% de cobertura vacinal em 2026.
Além da vacina, especialistas recomendam o uso de máscaras em locais fechados e a higienização frequente das mãos. Os sintomas iniciais incluem coriza, febre e mal-estar. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir para complicações respiratórias.
Elisabeth Dotti destaca a necessidade de prevenção contínua. Segundo ela, a vacinação reduz riscos e evita complicações que poderiam ser prevenidas.

