Foto: Divulgação/PMS

A Prefeitura de Santos ampliou as ações de divulgação do protocolo “Não se Cale” e fortaleceu a rede de proteção às mulheres em situação de risco. Além disso, o Município intensificou as orientações destinadas a bares, restaurantes, casas noturnas, festas e eventos.

A iniciativa incentiva o reconhecimento do “Sinal para Ajuda”, um gesto internacional que permite à mulher pedir socorro de forma discreta. Nesse contexto, a vítima levanta a mão com a palma voltada para fora, dobra o polegar e fecha os demais dedos sobre ele.

O Governo do Estado de São Paulo criou o protocolo para capacitar profissionais do setor de entretenimento e alimentação. Dessa forma, funcionários aprendem a identificar situações de risco, acolher vítimas e acionar os serviços competentes quando necessário.

Em Santos, o Procon-Santos, vinculado à Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), conduz ações educativas desde a implantação do programa, em 2023. No ano passado, as equipes orientaram cerca de 50 estabelecimentos. Neste ano, o órgão já prestou atendimento a outros 13 locais.

Segundo o presidente do Procon-Santos, Sidney Vida, o treinamento das equipes garante mais segurança às mulheres. Além disso, as orientações reforçam a importância de manter informações visíveis e de agir com rapidez diante de situações suspeitas.

Estabelecimentos reforçam medidas preventivas

No bairro Estuário, o Meu Lugar Bar adotou uma estratégia específica para ampliar a proteção das clientes. No local, mulheres podem solicitar um drink fictício ao garçom quando enfrentam situações de importunação ou violência.

Assim que identifica o pedido, a equipe acolhe a cliente em local seguro e, se necessário, aciona as autoridades. Para facilitar o acesso à informação, o estabelecimento mantém avisos nas cabines dos banheiros femininos.

De acordo com o proprietário Gabriel Costa, o protocolo fortaleceu práticas que já integravam a rotina do estabelecimento. Atualmente, todos os funcionários conhecem os procedimentos e sabem como agir em uma eventual ocorrência.

Capacitação fortalece acolhimento

No Centro Histórico, o Seventy também aderiu ao protocolo. Por isso, o estabelecimento instalou cartazes informativos em locais estratégicos e treinou os funcionários para identificar sinais de desconforto entre as clientes.

Segundo o proprietário Pedro Fujarra, a equipe observa atentamente o comportamento das frequentadoras durante as noites de funcionamento. Quando percebe qualquer indício de risco, o grupo realiza uma abordagem discreta e oferece acolhimento imediato.

Com essa postura, os funcionários conseguem conduzir a mulher para um ambiente seguro e garantir apoio adequado até a resolução da situação.

Rede de apoio permanece disponível

Ao identificar um pedido de ajuda, a vítima ou qualquer testemunha pode acionar os canais de atendimento. Entre eles estão a Central de Atendimento à Mulher (180), o Disque Denúncia (181) e a Polícia Militar (190).

Além disso, a Delegacia de Defesa da Mulher de Santos oferece atendimento especializado. Da mesma forma, o Cadoj disponibiliza orientação jurídica gratuita para mulheres que necessitam de suporte legal.

Por fim, os CRAS e CREAS da Cidade oferecem acompanhamento psicossocial e fortalecem a rede de proteção às vítimas de violência.

Redação Fatos Fontes

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