Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá

A Casa do Pai Bobó, em Vicente de Carvalho, no Guarujá, pode se tornar o primeiro terreiro de Candomblé de São Paulo reconhecido pelo governo federal como patrimônio histórico. O espaço, conhecido como Ilê Oiá Messã Orum, reúne importância histórica, cultural e religiosa para a cidade.

Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) visitaram o terreiro na quarta-feira (5) e deram início aos estudos para avaliar o reconhecimento do local. O encontro reuniu representantes do instituto, o presidente do Ilê, Luiz Carlos Obalodé, e integrantes das secretarias municipais de Direitos Humanos e Cidadania e de Cultura.

O processo ainda está no início. Especialistas devem realizar novas visitas, pesquisas e levantamentos sobre a história do terreiro e suas tradições religiosas.

Os estudos também vão indicar se o Iphan reconhecerá o espaço como patrimônio imaterial ou se o processo também incluirá elementos materiais do terreiro.

A iniciativa busca preservar a memória e as tradições da Casa do Pai Bobó, que se tornou uma referência para a comunidade do Candomblé.

Quem foi Pai Bobó?

José Bispo dos Santos, conhecido como Pai Bobó de Iansã, nasceu na Bahia e chegou ao Guarujá em 1957. Naquele ano, ele fundou o Ilê Oiá Messã Orum e ajudou a expandir o Candomblé baiano para o Sudeste.

O terreiro segue a tradição da nação Queto, uma das principais vertentes do Candomblé de rito iorubá em São Paulo. A Casa do Pai Bobó também marcou a história dessa tradição por se tornar o primeiro terreiro desse segmento instalado fora da Bahia.

Pai Bobó morreu em 1993, mas sua trajetória continua ligada à história religiosa e cultural do Guarujá.

Redação Fatos Fontes

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