Foto: Divulgação/PMS

Quem passa pela Praça José Bonifácio talvez não imagine que o subsolo da Catedral de Santos guarda um dos espaços mais singulares da história religiosa do município. Sob a igreja, a Capela das Almas reúne atualmente os restos mortais de mais de 1,5 mil pessoas, entre religiosos e fiéis.

A cripta ganhou sua estrutura atual em 1969. Além do ossuário, o espaço abriga túmulos de bispos e sacerdotes que marcaram a história da Diocese de Santos. O local também conta com um altar, onde a comunidade realiza momentos de oração e celebrações religiosas.

Segundo Elenita Fernandes, administradora da Catedral de Santos, a tradição das catedrais católicas explica a criação da cripta. O espaço recebeu, inicialmente, bispos e padres ligados à instituição.

Com o passar dos anos, porém, a Capela das Almas ganhou uma função mais ampla. Na década de 1980, o então monsenhor Leite propôs a ampliação da área para receber também os restos mortais de fiéis que não pertenciam ao clero. A iniciativa criou o ossuário que hoje ocupa parte da cripta.

Cripta preserva memória da Igreja em Santos

A Capela das Almas organiza os restos mortais em lóculos, espaços próprios para esse tipo de sepultamento. Ao mesmo tempo, o local preserva a memória de religiosos que participaram de diferentes momentos da história da Igreja Católica na região.

Entre os nomes encontrados na cripta está Dom David Picão, que comandou a Diocese de Santos por mais de 30 anos e participou da expansão do espaço. Outro religioso é Dom Idílio José Soares, que teve participação na criação da primeira faculdade da Baixada Santista.

Por isso, além da função funerária, a Capela das Almas guarda parte da trajetória religiosa e educacional de Santos. Os túmulos e registros encontrados no local ajudam a contar a história de pessoas que tiveram atuação importante na comunidade.

História da Catedral de Santos

A história da Catedral também se conecta diretamente à formação religiosa do município. A igreja surgiu em 1545, na região da atual Praça José Bonifácio, e mantém ligação com a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário Aparecida, considerada a mais antiga de Santos.

Em 1925, o papa Pio XI criou a Diocese de Santos. A partir daquele momento, a igreja passou a exercer a função de catedral.

Capela das Almas recebe visitantes

Apesar de abrigar restos mortais, a Capela das Almas também recebe visitantes. De acordo com a administração da Catedral, o público pode conhecer o espaço diariamente, das 8h às 17h, com exceção dos feriados.

Assim, a visita permite conhecer uma área pouco conhecida do templo e, ao mesmo tempo, descobrir registros importantes da história religiosa de Santos. Sob a Catedral, a cripta reúne memória, fé e história em um espaço que permanece integrado à vida da comunidade.

Redação Fatos Fontes

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