Foto: Henrique Teixeira/PMS

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), a segunda fase da Operação Disco de Ouro. Entre os alvos da investigação está o cantor Alexandre Pires.

Segundo os investigadores, uma organização criminosa teria movimentado e escondido mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros e operações financeiras internacionais.

Além disso, a investigação aponta uma possível relação do grupo com o financiamento e a logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Nesta quarta-feira, os agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores relacionados à investigação.

Suspeitas sobre o comércio de minério

Além da movimentação financeira, a Polícia Federal investiga possíveis irregularidades na comercialização e na exportação de minério.

Os investigadores também analisam o uso de documentos falsos para dar aparência legal às operações.

De acordo com a investigação, os envolvidos utilizavam diferentes pessoas e empresas para dividir os recursos e dificultar o acompanhamento do dinheiro.

Operação começou em 2023

A Polícia Federal iniciou a primeira fase da Operação Disco de Ouro em dezembro de 2023. Naquele momento, os agentes realizaram uma busca durante um cruzeiro em que Alexandre Pires fazia apresentações no litoral de Santos, em São Paulo.

Durante aquela etapa, a investigação encontrou uma movimentação de pelo menos R$ 1 milhão entre uma mineradora investigada e uma conta ligada ao cantor.

Além disso, a Polícia Federal investigou a participação de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis e lojas de máquinas no esquema.

Investigação sobre a cassiterita

O caso começou em janeiro de 2022, quando os investigadores encontraram cerca de 30 toneladas de cassiterita na sede de uma empresa investigada.

Segundo a Polícia Federal, o minério teria origem no garimpo ilegal da Terra Indígena Yanomami e seguiria para o exterior.

Entretanto, os responsáveis pela operação teriam declarado que a cassiterita vinha de um garimpo regular localizado no Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará.

A investigação levantou a possibilidade de que esse garimpo existisse apenas nos documentos. Na prática, os investigadores suspeitam que os garimpeiros tenham retirado o minério de áreas ilegais em Roraima.

Empresário também entrou na investigação

Em dezembro de 2023, a Polícia Federal prendeu preventivamente Matheus Possebon, empresário de Alexandre Pires.

Os agentes prenderam Possebon após ele deixar o cruzeiro onde o cantor realizava apresentações. A investigação também incluiu o empresário entre os suspeitos do caso.

Por fim, a Polícia Federal continua reunindo informações para esclarecer a participação de cada investigado e identificar possíveis outros crimes relacionados ao esquema.

Redação Fatos Fontes

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