O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que apresentou seu pedido de renúncia ao cargo. A decisão ocorreu após a crise envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira que deixou milhões de clientes sem acesso às contas, segundo informações da imprensa paraguaia.
Além disso, a situação aumentou a pressão sobre o governo. Horas antes do anúncio, parlamentares da oposição apresentaram pedidos de impeachment contra Peña e questionaram a condução da crise.
Na segunda-feira (2), o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank após identificar problemas nos requisitos mínimos de solvência. A instituição digital administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.
Outro ponto que gerou questionamentos envolve a relação de Peña com o grupo controlador do banco. O presidente manteve participação acionária no Grupo Vázquez até março de 2025. Diante disso, a oposição levantou suspeitas de conflito de interesses.
A crise também levou o Ministério Público a abrir uma investigação criminal. Além disso, as autoridades determinaram a detenção de oito atuais e ex-dirigentes da instituição.
Em pronunciamento nas redes sociais, Peña afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.
Agora, o Congresso paraguaio precisa analisar o pedido. Caso os parlamentares aprovem a renúncia, o vice-presidente Pedro Alliana poderá assumir o comando do país.

