Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou nesta segunda-feira (2) para os riscos enfrentados por jornalistas em diferentes partes do mundo. Durante a celebração do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, ele destacou que muitos profissionais pagam um preço elevado por divulgar informações e revelar a verdade.

Além disso, Guterres ressaltou a necessidade de proteger os trabalhadores da imprensa e garantir o acesso da população à informação. Segundo ele, a violência contra jornalistas representa uma ameaça à liberdade de expressão e ao direito da sociedade de conhecer os acontecimentos.

A data também homenageia os jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali. Desde então, a mobilização internacional busca chamar a atenção para os crimes cometidos contra profissionais da comunicação e cobrar justiça.

Novas tecnologias aumentam os riscos

Neste ano, a ONU destaca como as novas tecnologias e os armamentos modernos transformam os riscos enfrentados pelos jornalistas, principalmente nas regiões de conflito. Entre as ameaças, os ataques com drones preocupam as organizações que acompanham a segurança dos profissionais em áreas de guerra.

Nesse cenário, a proteção dos trabalhadores da imprensa ganha ainda mais importância, uma vez que muitos deles enfrentam situações de violência enquanto buscam informações e registram acontecimentos.

Número de mortes preocupa organizações

Segundo dados das Nações Unidas, 189 jornalistas morreram em todo o mundo durante o biênio 2024-2025. O levantamento aponta o maior número de vítimas desde 2014-2015. Além disso, grande parte dos assassinatos ocorreu em regiões de conflito.

Diante desse cenário, a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, defende que os governos investiguem os crimes e responsabilizem os envolvidos. Para ela, nenhuma morte de profissional da imprensa pode ficar sem resposta.

A representante também destacou uma campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), que busca esclarecer quem ordenou, planejou e executou os assassinatos. Dessa forma, a entidade cobra respostas das autoridades e medidas concretas contra a impunidade.

Por fim, a ONU reforça que a segurança dos jornalistas representa uma condição essencial para o exercício da liberdade de imprensa. Portanto, investigar os crimes, punir os responsáveis e garantir condições seguras de trabalho são medidas fundamentais para proteger o direito à informação.

Redação Fatos Fontes

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