Foto: Reprodução/Instagram: @guilhermefronzi2020

A família de Guilherme Fronzi Lima dos Santos, de 11 anos, iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar R$ 35 mil. O objetivo é garantir uma cadeira de rodas motorizada com adaptações específicas, custear uma cirurgia ortopédica e pagar despesas médicas e judiciais relacionadas ao tratamento de uma doença degenerativa.

Guilherme recebeu o diagnóstico aos cinco anos. Nos primeiros anos, ainda conseguia caminhar. Entretanto, a doença comprometeu sua mobilidade gradualmente. Aos nove anos, o quadro apresentou uma piora acelerada e também começou a afetar a força muscular dos braços.

“Ele ainda tinha mobilidade até os nove anos. Desde então, foi perdendo muito rápido, a doença foi afetando muito mais do que a gente imaginava. Hoje, ele já não anda mais e também começou a perder a força muscular nos braços”, relata a mãe, Fernanda Ferreira Lima.

Guilherme precisa de cadeira de rodas com suporte postural

Atualmente, Guilherme utiliza uma cadeira de rodas convencional, que já não atende às necessidades do seu quadro clínico. A progressão da doença provocou um encurtamento severo dos tendões, dificultando o alinhamento das pernas. Além disso, o menino desenvolveu alterações na coluna, como escoliose.

Sem os apoios anatômicos adequados, Guilherme sente desconforto ao permanecer sentado. A postura inadequada também pode acelerar as deformidades e comprometer sua qualidade de vida.

A perda progressiva da força muscular nos braços representa outro desafio. Para beber água, por exemplo, o menino precisa utilizar as duas mãos para levantar um copo.

Por esse motivo, especialistas recomendaram uma cadeira motorizada com comandos adaptados. O equipamento pode reduzir o esforço físico, oferecer suporte postural e ajudar Guilherme a preservar sua independência.

“Ele é uma criança muito especial, não reclama de nada. Toma nove medicamentos por dia, faz tratamento e vai ao médico depois da escola sem reclamar de uma vírgula. A gente só quer que ele tenha a oportunidade de manter essa independência”, explica Fernanda.

Mãe relata desgaste emocional durante tratamento

Além dos desafios físicos, a evolução da doença também afeta a rotina e o emocional da família. Fernanda conta que enfrenta um desgaste psicológico constante enquanto acompanha as necessidades do filho e busca alternativas para garantir seu tratamento.

“Quando recebi o diagnóstico, fiquei totalmente abalada e pensei que precisava fazer ele viver a vida o máximo possível. Só que agora, após seis anos, as condições dele debilitaram muito. A mente sabe que não pode parar, que preciso lutar, mas o corpo cansa e adoece. É um desgaste psicológico muito forte”, desabafa.

Campanha de Guilherme busca arrecadar R$ 35 mil para cirurgia e tratamento

A família estabeleceu a meta de R$ 35 mil para custear três necessidades principais. O dinheiro arrecadado será destinado a:

  • Cadeira de rodas motorizada: equipamento adaptado, com suporte específico para a coluna e as pernas.
  • Despesas judiciais: honorários e custos processuais para ingressar com uma ação contra o Estado e buscar o fornecimento de um medicamento de alto custo, necessário para tentar frear a evolução da doença.
  • Cirurgia ortopédica: procedimento para corrigir o encurtamento dos tendões, aliviar dores articulares e melhorar o posicionamento corporal, inclusive durante o sono.

Fernanda explica que os gastos com o tratamento representam uma preocupação constante para a família.

“Tudo relacionado a esse tratamento tem custos muito altos, parece que as despesas não acabam nunca”, pontua.

Saiba como ajudar Guilherme

Quem deseja contribuir pode realizar uma doação diretamente pelo link da vaquinha online. Cada contribuição ajuda a família a chegar mais perto da meta de R$ 35 mil e garantir os recursos necessários para o tratamento do menino.

Além disso, familiares compartilham a rotina de Guilherme e atualizações sobre sua saúde pelo Instagram @guilhermefronzi2020.

Felipy Brandão

Jornalista, pós-graduando em Jornalismo Digital e Comunicação pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

By Felipy Brandão

Jornalista, pós-graduando em Jornalismo Digital e Comunicação pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

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