Foto: Arquivo/PMS

O 32° Mutirão contra o Aedes aegypti, realizado na última quinta-feira (28) no bairro Santa Maria, em Santos, terminou com a visita a 1.154 imóveis e a eliminação de 12 focos com larvas do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

Os criadouros estavam em bandejas de geladeira, baldes, vasos de planta, ralos externos e recipientes usados para armazenar água da chuva. A ação faz parte de uma estratégia contínua de combate às arboviroses no município.

Apesar dos níveis atuais de infestação e dos casos registrados, o objetivo do mutirão vai além do controle direto: busca conscientizar a população sobre os cuidados essenciais para evitar a proliferação do mosquito.

Ações ampliam alcance na Zona Noroeste

A agente de combate a endemias Ana Paula Favoreto destacou a importância de atuar na Zona Noroeste, que celebra 49 anos neste domingo (31). “A dengue é um problema de todos os territórios. Temos a obrigação de cuidar do município como um todo”, afirmou.

Segundo ela, eliminar criadouros é essencial para quebrar o ciclo do mosquito. “Um único criadouro pode gerar até 400 novos mosquitos. Por isso, é fundamental a participação da população na eliminação de locais com água parada”, reforçou.

Moradora do bairro, Hermelinda Garcia, de 90 anos, já teve dengue e agora redobra os cuidados. “Limpo até a calçada. As folhas das árvores, dependendo de como caem, acumulam água”, relatou.

Vacinação segue disponível para jovens

A vacina contra a dengue continua disponível nas policlínicas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal exige duas doses, com intervalo de três meses.

Atualmente, apenas 27,43% do público-alvo completou as duas etapas da imunização. Cerca de 3,2 mil jovens que já cumpriram o intervalo de 90 dias ainda não retornaram para a segunda dose.

A proteção só é garantida após as duas doses. Quanto mais pessoas vacinadas, menor é a circulação do vírus na cidade.

Balanço geral de 2025

Em 2025, os 32 mutirões realizados eliminaram 1.622 focos com larvas.

Redação Fatos Fontes

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