Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Polícia de São Paulo identificou nesta terça-feira (16) dois suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. Ele foi morto a tiros na noite de segunda-feira (15), na cidade de Praia Grande, litoral sul de São Paulo.

Além disso, o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, explicou que as investigações avançaram após a identificação de um segundo veículo usado no crime. As imagens de segurança ajudaram na descoberta. Segundo Derrite, a caminhonete Hilux que aparece no vídeo divulgado nas redes sociais perseguia o carro da vítima, mas outro carro também estava envolvido.

— O segundo veículo não aparece nas imagens principais, mas o sistema de monitoramento conseguiu identificá-lo. O carro foi abandonado e, após exames periciais, conseguimos identificar dois suspeitos — afirmou Derrite.

Contudo, um dos investigados já foi preso quatro vezes por tráfico de drogas e roubo, inclusive durante a adolescência. A Secretaria de Segurança Pública confirmou que ambos os suspeitos tiveram a prisão temporária solicitada à Justiça.

— As forças de segurança estão mobilizadas para capturar todos os envolvidos. O reforço no policiamento da região inclui unidades especializadas da Polícia Civil e inteligência da Polícia Militar — diz a nota da secretaria.

Durante entrevista no velório do ex-delegado, Derrite classificou o crime como um atentado. Ele também agradeceu o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário no avanço das investigações.

Ademais, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, declarou que o governo federal está à disposição das autoridades estaduais. A Polícia Federal também ofereceu apoio, mas, segundo Derrite, a investigação segue sob responsabilidade das forças de segurança de São Paulo.

Ruy Ferraz Fontes comandou a Polícia Civil entre 2019 e 2021. A execução chocou colegas e autoridades da área da segurança pública.

Redação Fatos Fontes

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