Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (15). O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou Ednaldo Rodrigues do comando da entidade. O desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro nomeou Fernando Sarney como interventor, com a missão de organizar novas eleições “o mais rápido possível”.

A decisão judicial aponta suspeita de falsificação em um acordo assinado no início do ano. O documento, segundo a Justiça, teria a assinatura adulterada do ex-presidente da CBF, Coronel Nunes. Ele seria um dos cinco signatários que encerraram uma disputa judicial sobre o processo eleitoral da entidade.

O magistrado declarou o acordo como nulo. Segundo ele, há indícios de que Coronel Nunes não estava em plena capacidade mental no momento da assinatura. Além disso, um laudo técnico reforça a suspeita de falsificação.

Na semana passada, a deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e o próprio Fernando Sarney pediram ao Supremo Tribunal Federal o afastamento imediato de Ednaldo. Embora o STF não tenha acatado o pedido de forma direta, o ministro Gilmar Mendes determinou o envio do caso ao TJ-RJ para investigação urgente.

O desembargador Gabriel Zéfiro tentou ouvir Coronel Nunes na segunda-feira (13), mas o ex-dirigente não compareceu por questões de saúde. Após a ausência, o magistrado cancelou a audiência e decidiu pelo afastamento.

Essa é a segunda vez que a Justiça do Rio destitui Ednaldo Rodrigues da presidência. Em dezembro de 2023, ele também foi afastado, mas retornou ao cargo por decisão do Supremo. Agora, a crise na CBF se intensifica e a entidade deve passar por novo processo eleitoral nos próximos meses.

Felipy Brandão

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