O Santos renegociou uma dívida de aproximadamente R$ 40 milhões com o Banco Safra. O valor se refere a um empréstimo feito durante a gestão do ex-presidente Andres Rueda, que deixou o cargo sem quitar o compromisso.
O novo acordo prevê o pagamento em 24 parcelas mensais de R$ 1,6 milhão, totalizando dois anos de compromisso. Ademais, o parcelamento ultrapassa o mandato do atual presidente Marcelo Teixeira, que termina em dezembro de 2026. Ele ainda pode disputar a reeleição.
Contudo, o Banco Safra cogitava acionar o clube na Justiça caso os pagamentos não fossem iniciados. Com o acordo, o Santos evita mais uma disputa judicial.
Andres Rueda é avalista da dívida. Ele se comprometeu a usar o próprio patrimônio para cobrir o prejuízo, caso o clube não honrasse o valor.
Outras pendências financeiras
A renegociação com o Banco Safra é parte de um esforço mais amplo para reequilibrar as finanças do clube. O Santos também tenta resolver outras dívidas importantes.
Um dos casos envolve o pagamento de R$ 15 milhões ao Arouca, de Portugal, pela contratação do zagueiro João Basso. Entretanto, a compra aconteceu na mesma gestão de Rueda. O clube recorreu da decisão no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e aguarda novo julgamento, previsto para até um ano.
Além disso, outra pendência envolve a multa rescisória do técnico Pedro Caixinha. O Santos deve R$ 15 milhões ao treinador e sua comissão técnica. Sem acordo com os portugueses, o caso foi levado à Justiça e está sob análise da Fifa.
O clube corre contra o tempo para evitar novas sanções e tenta acordos para sair do vermelho.

