Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro viveu mais um dia de euforia nesta terça-feira (11). O dólar caiu com força e fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde junho de 2024. A bolsa de valores subiu pela 15ª vez seguida e bateu novo recorde, próxima dos 158 mil pontos.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,273, com queda de 0,64%. A cotação passou a manhã perto da estabilidade, mas despencou após a divulgação da inflação oficial de outubro. Na mínima, ao meio-dia, chegou a R$ 5,26.

A moeda americana está no menor valor desde 6 de junho de 2024, quando valia R$ 5,24. No mês, o dólar acumula queda de 1,99%. No ano, o recuo chega a 14,68%.

O euro também perdeu força e terminou o dia a R$ 6,108, uma baixa de 0,44%. É o menor patamar desde fevereiro deste ano.

O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,6% e fechou aos 158.749 pontos. Foi o 12º recorde consecutivo e a 15ª alta seguida — a maior sequência desde o fim de 1993.

Tanto o cenário interno quanto o externo impulsionaram os ativos brasileiros. Nos Estados Unidos, o avanço das votações para evitar o shutdown do governo reduziu a pressão sobre o dólar em todo o mundo.

No Brasil, o IPCA de outubro registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998. O resultado aumentou as apostas de que o Copom pode antecipar a queda da Selic no início de 2026.

Juros mais baixos costumam atrair investidores para a renda variável. A ata do Copom divulgada nesta terça reforçou a confiança na convergência da inflação para a meta, mesmo com a Selic mantida em 15% ao ano.

Redação Fatos Fontes

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